Hungria é o primeiro país da União Europeia a aprovar a vacina Russa contra a COVID-19

Budapeste concordou em aprovar o imunizante Sputnik V, ao contrário da posição da União Europeia. O Ministro das Relações Exteriores da Hungria partirá para Moscou para discutir mais sobre vacina

A vacina russa Sputnik V foi registrada na Hungria e o país se torne o primeiro da União Europeia a permitir oficialmente o uso da vacina russa. A informação foi divulgada pela Instituto Nacional Húngaro de Farmacologia e Nutrição, através de uma mensagem do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF).

O imunizante foi registrado na Hungria como parte de um procedimento acelerado baseado em dados de ensaios clínicos “Sputnik V” na Rússia e uma avaliação abrangente da droga por especialistas na Hungria. O diretor do Instituto Nacional de Farmacologia, Matthias Sentivanyi, falou sobre a conclusão da pesquisa do medicamento, que vinha acontecendo desde novembro, na noite anterior, em entrevista a um canal de televisão local. Segundo ele, é uma grande conquista que a vacina tenha sido licenciada em apenas dois meses.

Ao mesmo tempo, para começar a usar a vacina também será necessária a aprovação do Centro Nacional de Saúde Pública, que deve analisar em algumas semanas. É essa organização que vai verificar cada remessa de vacina que chega ao país. O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Siyjarto, deve discutir a vacina contra o coronavírus em conversas em Moscou nesta semana.

Como a Hungria é membro da União Europeia, o regulador europeu, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), também deve conceder permissão para o uso do medicamento. Conforme observado pelo portal de notícias Index, um medicamento que não recebeu a aprovação da EMA pode ser lançado no mercado sob um procedimento especial, e o estado membro da UE que tomou a decisão sobre isso assume total responsabilidade por ele.

Em Bruxelas, Budapeste foi anteriormente criticada por tentar negociar com a Rússia o fornecimento do “Sputnik V”, explicando que o medicamento não é aprovado pelas autoridades reguladoras da UE. Siyjarto explicou esta pressão do forte lobby de empresas que operam fora da UE. No mesmo dia, o Fundo Russo de Investimento Direto também anunciou o registro acelerado da vacina russa nos Emirados Árabes Unidos.

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