Petrópolis sempre foi uma das cidades com tradição na prática do handebol em todo Estado. E para manter esse legado, a equipe formada por atletas da categoria master – a HandSerra – irá participar do campeonato carioca a partir da segunda quinzena de março. Serão oito etapas – uma por mês – até o outubro, com uma das etapas acontecendo na cidade em data a ser divulgada posteriormente. Oito equipes participarão do evento.

A equipe HandSerra é formada por ex-atletas que disputaram diversos campeonatos por times como o Petropolitano, além de terem participação em times do país e do exterior. Atualmente 20 pessoas integram a equipe, e os treinos acontecem na quadra do Esporte Clube Corrêas e na Fábrica do Saber de forma intercalada todos os domingos na parte da manhã.

“Objetivamente nos reunimos por amor ao handebol. Foram muitos anos de dedicação ao esporte, disputando campeonatos, tendo oportunidade de jogar até fora do país. Hoje, muitos desses atletas têm família formada, trabalham em diferentes ramos e estavam afastados das quadras por mais de 25 anos. Resolvemos nos reunir e treinar como uma forma de manter a forma. Mas, apareceu um torneio da categoria master em Guaratiba, que teve duração de três dias e fomos jogar. Conseguimos ficar em terceiro lugar no meio de diversos times que estavam treinando há muito mais tempo. Isso motivou demais e montamos o HandSerra”, explica Rodrigo Santana, um dos fundadores da equipe.

Rodrigo ainda destaca que “além do time, de recuperar a mística do handebol de Petrópolis, temos a ideia de avançar com uma escolinha para angariar jovens, produzir uma nova geração de atletas. Precisamos tirar esses garotos e garotas da frente do computador, do celular, temos que propagar a prática de esportes, e o handebol é um desses caminhos”, aponta.

O maior problema, no entanto, é a falta de apoio. Todos os encargos do HandSerra são arcados, em sua maioria, pelos próprios atletas.

“Temos o apoio de bons parceiros, como a Fred Beer, a 3W, a Threejey, a VO2, que nos auxiliam com os uniformes, o apoio em alguns eventos que fazemos para angariar recursos. Mas precisamos de uma logística um pouco melhor para evoluirmos com a equipe. A questão da quadra, principalmente, seja o maior entrave”, afirma José Antônio Ribeiro, atleta do HandSerra.

Apesar das dificuldades, José Antônio Ribeiro acredita que o empenho de todos que estão inseridos no projeto do HandSerra vai gerar muitos frutos para o futuro.

“Tenho certeza que a força e o amor pelo handebol de todos será  fundamental para o sucesso. Nós jogamos por amor e acredito que esse sentimento vai frutificar uma nova geração de adeptos do handebol. Nós jogávamos na escola desde cedo, vários clubes tinham um time, Petrópolis sempre foi celeiro de atletas de ponta, tanto no masculino quanto no feminino. Esse trabalho vem continuar esse legado”, atesta José Antônio.