Foto: Reprodução de vídeo / Globoplay

Grande Rio desmistificou a imagem ruim dos orixás

A Acadêmicos de Grande Rio foi a penúltima escola a desfilar neste sábado (23)
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A Verde e Branco de Duque de Caxias fez seu carnaval com o enredo “Fala, Majeté! As sete chaves de Exu” desmistificando a imagem ruim de um dos orixás mais importantes das religiões de matrizes africanas e mostrou que ele representa livramento e prosperidade.

Foto: Reprodução de vídeo / Globoplay

A Acadêmicos de Grande Rio foi a penúltima escola a desfilar neste sábado (23). Ela falou da energia dos Exus que vem da África e chegaram no Brasil e se transformaram em diversas energias. Das trocas de mercado, das artes contemporâneas. Essa energia está na música, na vida cotidiana.

Foto: Reprodução de vídeo / Globoplay

A escola apresentou na Avenida o orixá Exu, o mensageiro entre o mundo espiritual e os seres humanos. Além de desmistificar o orixá, a escola mostrou que ele está ligado à transformação. E para isso, a escola fez valer de figuras excluídas, como Bispo do Rosário, Estamira e Stela do Patrocínio, que viviam à margem da sociedade e que transformaram lixo em arte e num modo de sobrevivência.

Foto: Reprodução de vídeo / Globoplay

Confira o samba da Grande Rio:

“Fala, Majeté! As sete chaves de Exu”
Compositores: Gustavo Clarão, Arlindinho Cruz, Jr. Fragga, Claudio Mattos, Thiago Meiners e Igor Leal


Boa noite, moça, boa noite, moço...
Aqui na terra é o nosso templo de fé
“Fala, Majeté!”
Faísca da cabaça de Igbá
Na gira… Bombogira, aluvaiá!
Num mar de dendê...caboclo, andarilho, mensageiro
Das mãos que riscam pemba no terreiro
Renasce Palmares, Zumbi Agbá!
Exu! O Ifá nas entrelinhas dos Odus preceitos, fundamentos, Olobé
Prepara o padê pro meu axé

Exu Caveira, Sete Saias, Catacumba
É no toque da macumba, saravá, alafiá!
Seu Zé, malandro da encruzilhada
Padilha da saia rodada… ê Mojubá!

Sou Capa Preta, Tiriri, sou Tranca Rua
Amei o sol, amei a lua, Marabô, Alafiá!
Eu sou do carteado e da quebrada
Sou do fogo e gargalhada… ê Mojubá!

Ô, luar, ô, luar… catiço reinando na segunda-feira
Ô, luar… dobra o surdo de terceira
Pra saudar os guardiões da favela
Eu sou da Lira e meu bloco é sentinela
Laroyê, laroyê, laroyê!
É poesia na escola e no sertão
A voz do povo, profeta das ruas
Tantas estamiras desse chão
Laroyê, laroyê, laroyê!
As sete chaves vêm abrir meu caminhar
À meia-noite ou no sol do alvorecer... Pra confirmar:
Adakê Exu, Exu, ê, Odará!
Ê bará ô, Elegbará!
Lá na encruza, a esperança acendeu
Firmei o ponto, Grande Rio sou eu!

Adakê Exu, Exu, ê, Odará!
Ê bará ô, Elegbará!
Lá na encruza, onde a flor nasceu raiz
Eu levo fé nesse povo que diz:

Boa noite, moça, boa noite, moço...
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