Foto: Divulgação

Governo tenta manter foro privilegiado de Eduardo Pazuello

Pazuello é alvo de inquérito no STF que apura sua responsabilidade na condução da pandemia. Se perder o foro privilegiado, fora do ministério, o inquérito deve descer para a primeira instância.

O comando do Ministério da Saúde com Eduardo Pazuello, que ainda não foi exonerado, e Marcelo Queiroga, indicado há uma semana, mas que não tomou posse, tem gerado críticas entre governadores, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e secretários de saúde dos estados.

Segundo a jornalista Andréia Sadi, o motivo da demora na saída de Pazuello é o próximo cargo de Pazuello. General do Exército, o ministro está desgastado junto aos militares da ativa, que julgam sua atuação na Saúde como um desastre para a imagem da força militar.

Além disso, Pazuello é alvo de inquérito no STF que apura sua responsabilidade na condução da pandemia. Se perder o foro privilegiado, fora do ministério, o inquérito deve descer para a primeira instância.

Diante do cenário, o Planalto discute uma saída que garanta a manutenção do foro privilegiado a Pazuello. Entre as ideias cogitadas, está a de elevar a Secretaria de Assuntos Estratégicos ao status. Ocorre que quem ocupa a vaga hoje é o Almirante Rocha, que não está de acordo e é apoiado por militares do governo.

Outra ideia em discussão é a criação do ministério extraordinário da Amazônia. Isso tiraria poderes de Hamilton Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia.

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