Foto: Correio Brasiliense

Governo estuda aumentar valor de pedágio na Rio-Petrópolis devido queda de movimento

Dados registrados pela ANTT, demonstram que a situação atual dada pelo vírus da Covid-19, derrubou o movimento nas principais rodovias concedidas pelo Governo ao setor privado.

O valor do pedágio nas rodovias federais pode subir em breve. A medida é estudada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) como uma forma de compensar as concessionárias pelos prejuízos ocasionados devido a pandemia do novo Coronavírus.


Dados registrados pela ANTT, demonstram que a situação atual dada pelo vírus da Covid-19, derrubou o movimento nas principais rodovias concedidas pelo Governo ao setor privado. Com menos carros e caminhões, a arrecadação de tarifas de pedágio sofreu desfalque e as concessionárias cobram revisão dos contratos para compensar a queda das receitas. O tema foi antecipado pelo jornal Valor Econômico e confirmado pelo CNN Business.


A revisão extraordinária das tarifas de pedágio é a solução sugerida pela ANTT em uma minuta que será analisada em audiência pública que começa na próxima quinta-feira (22).


Esse aumento das tarifas é a maneira de devolver o equilíbrio financeiro das concessionárias de rodovias e, assim, permitir que as empresas tenham o retorno financeiro prometido no contrato de concessão ao setor privado.


Entre as rodovias que mais sofreram com queda de movimento, várias passam pelo Rio de Janeiro. A concessionária que mais sofreu foi a CRT, que administra a rodovia Rio–Petrópolis, cujo tráfego caiu 16,4%. Em seguida, aparecem a Ecoponte (Ponte Rio-Niterói) com queda de 15,6% e a Concer (Juiz de Fora-Rio), com retração de 14,8%. Na Dutra, entre São Paulo e Rio, o movimento diminuiu 9,3%. Quanto maior queda, maior tende a ser o aumento de preços para compensação.


A metodologia usada pela ANTT calcula o impacto da pandemia sobre o movimento das praças de pedágio na comparação com um cenário hipotético sem a pandemia causada pela Covid-19.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

veja também