Foto: Pexels

Governo do Rio apoia painel sobre a preservação do meio ambiente e a conservação dos povos originários

No terceiro dia do evento, representantes da Secretaria do Ambiente e da Cedae realizam debate com artistas indígenas em Paraty, no Centro-Sul Fluminense
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No mês do retorno presencial da Feira Internacional Literária de Paraty (Flip), belezas naturais e culturais da cidade receberam o título de Patrimônio Mundial Cultural e Natural, um reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A novidade motivou o encontro da última sexta-feira (25), no Centro Histórico do município, apoiado pelo Governo do Estado do Rio e voltado para discutir a influência, desafios e caminhos para a valorização da herança natural e a preservação da identidade, memória e História por meio da preservação do ambiente.

O objetivo é elevar o patrimônio cultural da região e formar um local único no mundo, com a inclusão das peculiaridades do modo de vida de comunidades quilombolas, indígenas e caiçaras. Do painel participaram representantes do governo e de povos originários de todo o Brasil, como o cineasta Carlos Papá; a educadora, filósofa e artesã, Cristine Takuá; e o escritor Pedro Augusto Baía.

– Assistimos aqui a diversas ideias muito interessantes sobre a plena participação das sociedades locais, como a discussão sobre os planos de manejo das unidades de conservação da região. Tivemos contribuições positivas em relação a conceitos, iniciativas e até processos de participação. Temos debatido na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade o processo de recategorização das unidades de conservação dessa região. Estamos empenhados em rediscutir isso, pois os planos de manejo devem ser mais participativos – afirmou Francisco Carrera, professor e coordenador de Biodiversidade da Secretaria.

Cedae tem programa de referência

Referência com o programa socioambiental Replantando Vida, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) foi representada por Alan Abreu, engenheiro florestal e assistente de programas especiais da empresa. Ele está à frente da iniciativa de plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica há oito anos, promovendo ações socioambientais, em especial na região da Costa Verde.

O projeto de reflorestamento em Paraty conta com o apoio da Associação Comunitária Indígena Guarani da Aldeia Rio Pequeno (Acigarp), localizada entre Angra dos Reis e Paraty. O plantio de parte das mudas é feito por indígenas e moradores da região em área no entorno da aldeia.

– A Cedae tem muitos compromissos ambientais para expandir a atuação na restauração florestal. Queremos entender como compatibilizar esse avanço da restauração florestal com o conhecimento dos povos originários. Eles têm um conhecimento muito forte sobre a floresta, e isso pode contribuir para potencializarmos a recuperação das matas nativas do estado – afirmou.

O conteúdo e a troca de ideias deixaram o cineasta Carlos Papá satisfeito. Ele é de origem guarani, povo que ocupa originariamente regiões do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, entre outros estados e países da América Latina.  

– Vejo que a Flip é fundamental para dialogar com pensadores que trazem sua literatura e as preocupações dentro do convívio, com o objetivo de resolver as mudanças climáticas. Hoje trouxemos a questão da Mata Atlântica e houve muito alinhamento – afirmou.

Ao longo desta sexta-feira, a Casa de Leitura e Conhecimento, dentro da Biblioteca Municipal, realizou diversas atividades. Foram feitas rodas de conversas, como o “Encontro de Mestres da Cultura Fluminense”, com o Inepac, por exemplo. Houve também a formação de mesa para debater “História, Memória e Patrimônio” e a apresentação sobre os “Povos Tradicionais Presentes”, entre outras atividades culturais. No espaço da Secretaria de Cultura, no Centro Histórico de Paraty, houve contação de histórias com Flávia Justen, e, em seguida, a Oficina “Com que cor eu pinto o rosto?”, com Sandra Lima, entre muitas outras atividades.

Confira a programação de sábado (26/11), último dia com atividades gratuitas e abertas ao público, selecionadas pelo Governo do Rio:

Programação

10h – Roda de conversa: Preservação do Patrimônio Cultural Material e Natural de Paraty

11h – Matrizes do Forró: Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

12h – Narrativas indígenas: “Cantar e contar para acordar”, com Chay Torres

13h – Contação de histórias pela diversidade, com Juliana Gouveia

14h – A experiência da Revista Traços e a Casa Amarela, com Pedro Gerolimich

15h – Apresentação da obra “Tucumã” e diálogos sobre a literatura indígena, com Lucia Morais Tucuju

16h – Contação de histórias “A Leitura é uma Aventura”, com Dani Fritzen

17h – Apresentação dos livros “Dalva, minha vó e eu!” e “50 Sons de Crônica”, da atriz e cantora Mona Vilardo

18h – Mesa “O Papel do Audiovisual nas Lutas das Mulheres”, com Sissa Aneleh e Ingrid Gerolimich

19h – Exibição do média metragem “Ìyálewá”, de Joana Marinho

20h – Pocket Show com Dueto Laura Gabriela e Tauã de Lorena, do grupo Os Acalantos

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