Garis do Rio de Janeiro entram em greve por reposição salarial

Segundo sindicato da categoria, serviços essenciais são mantidos.
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Trabalhadores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) estão em greve desde a tarde de ontem (28). Os garis reivindicam reposição de 25% das perdas salariais, pagamento do adicional de insalubridade para determinadas funções e conclusão do plano de cargos, carreiras e salários. O Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio de Conservação (Siemaco) assegura que estão mantidos os serviços essenciais, tais como a limpeza de hospitais, escolas e das feiras livres.

“Nossa categoria está sem receber qualquer reajuste há três anos, sem no entanto ter deixado de socorrer a população, na limpeza e asseio da cidade, inclusive das unidades hospitalares, mesmo em meio à pandemia de covid-19, expondo-se diariamente no cumprimento de sua imprescindível missão profissional. Este é, portanto, o momento de um reconhecimento por parte da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e da direção da Comlurb, sobretudo quando se leva em conta que a reivindicação da categoria nada mais é do que a reposição da inflação do período”, diz comunicado do sindicato.

Congelamento

De acordo com a entidade, os salários estão congelados desde 2020 e seria necessário um reajuste de 25% para cobrir a inflação dos últimos três anos. A proposta de 5% oferecida pela direção da empresa, menos da metade do índice inflacionário dos últimos 12 meses, foi recusada em assembleia.

As negociações vêm se arrastando desde o início do mês. Há cinco dias, os garis aprovaram a greve em assembleia. Inicialmente, ela estava prevista para se iniciar às 0h de ontem (28). No entanto, a pedido da direção da Comlurb, a desembargadora Edith Tourinho, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), concedeu uma liminar considerando a paralisação abusiva, uma vez que foi chamada quando as partes ainda buscavam evoluir nas tratativas. Ela proibiu a deflagração da greve, fixou uma multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento e agendou uma audiência de conciliação para as 11h de ontem (28).

Os garis recuaram em um primeiro momento e aguardaram o encontro. Mas como não houve acordo, o movimento grevista se iniciou após a audiência. Em nota, a Comlurb lamentou a decisão da categoria e sustenta que ela é ilegal. A Comlurb informou que ficou acordada uma próxima audiência de conciliação no TRT-RJ para quinta-feira (31), às 11h.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Comentários estão fechados.