O Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (Av. da Universidade, 2853, Benfica) recebe, nesta quarta-feira (26), às 19h30min, o pianista e compositor Gabriel Geszti para um recital gratuito e aberto ao público. O evento é uma realização da Secretaria de Cultura Artística (SECULT-ARTE), por meio do projeto Circuito UFC-Arte.

O pianista Gabriel Geszti nasceu no Rio de Janeiro, em 1979. Filho de mãe piauiense e pai húngaro, mistura que compõe o universo de sua musicalidade, cresceu em uma família de pianistas, imerso na música clássica.

Começou a aprender piano clássico aos oito anos de idade, com a irmã de Radamés Gnattali, Aída Gnattali. Formou-se na UNIRIO, orientado pela pianista Estela Caldi. Estudou piano popular com Rafael Vernet. Depois se dedicou aos estudos do acordeão.

Trabalha, no Brasil e mundo afora, com artistas como Naná Vasconcelos, Mário Adnet, Lui Coimbra, Gabriel Grossi, Mauro Senise, Edu Kneip, Paulinho da Viola, Mário Sève, Áurea Martins, Leila Pinheiro, Simone Guimarães, Henrique Band, PC Castilho, dentre outros.

Em 2011, lançou seu primeiro disco autoral, Confluências. Gravado basicamente com o piano desempenhando o papel principal, com cunho mais erudito, e por vezes piano solo, o disco conta com participação de Naná Vasconcelos na voz e percussão, Gabriel Grossi na gaita, Pablo de Sá no violoncelo e José Izquierdo nas percussões.

Seu segundo disco, Coresz, lançado em 2016, faz uso de uma instrumentação mais ampla, que expressa uma mudança do ambiente solitário de um pianista para o mundo social de um músico. Os sons do baixo, da bateria, da flauta e do sax estão em quase todas as faixas.

A formação e as andanças musicais de Gabriel Geszti dizem muito sobre a pluralidade de sua obra autoral e de sua carreira como instrumentista. Em seu trabalho Coresz, há uma confluência de harmonias e ritmos colecionados em suas andanças musicais pelo mundo. Essa viagem sonora passeia pelas fronteiras do popular e do erudito e chega até a particularidade de recônditos lugarejos.

A representatividade disso está em músicas como “Tsuru”, “Mali Mali” e “Kathmandu”, narrando sonoridades do Japão, de Mali e da Índia. Essas músicas estão ao lado de “Bairro de Fátima”, em homenagem a um bairro carioca, e de “Velha Estação”, que traz imagens das antigas estações mineiras de trem. Essa universalidade é a marca de seu trabalho.

Fonte: Secretaria de Cultura Artística da UFC