O Ministério da Defesa cogita suspender a Operação O Rio Quer Segurança e Paz devido a desentendimentos com a Secretaria de Segurança  do Rio. Recentes críticas de integrantes da Seseg à ação das tropas federais no Estado desagradaram ao comando das Forças Armadas, segundo apurou o Estado. A irritação poderia levar à paralisação ou ao fim da colaboração, que foi até objeto de campanha publicitária do governo federal em emissoras de televisão. Oficialmente, o Comando Militar do Leste afirma que o trabalho conjunto continua. A Seseg elogia o “exitoso histórico” das ações.

A declaração que gerou mais mal estar na Defesa foi do chefe da Polícia Civil, Carlos Leba. Ele disse que as Forças Armadas estariam atrapalhando o sucesso das operações integradas, pelo modo do órgão atuar ser diferente. O secretário de Segurança, Roberto Sá, declarou que preferia ajuda financeira para a Segurança à ação das forças federais. Essa fala também foi mal recebida pelos militares. A possibilidade de encerramento da colaboração foi revelada pelo  jornal carioca “O Globo” e confirmada pelo Estado.

Com o desconforto no comando da Defesa, o ministério avalia se compensa gastar cerca de R$ 50 milhões para a permanência no Rio, além de mobilização de milhares de homens, se a secretaria estadual avalia mal o trabalho. As declarações dos chefes da Seseg também foram vistas como  “ingratidão” já que, segundo fontes de Brasília, tudo foi feito atendendo a pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

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