Com um forte deságio de 55,7% em relação ao preço inicial de R$ 329,00/MWh, atingindo um preço médio de venda de energia elétrica de R$ 145,68/MWh (equivalente a US$ 43,88/MWh), a fonte solar fotovoltaica surpreendeu positivamente no Leilão de Energia de Reserva (LEN A-4 de 2017), realizado hoje (18/12) pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo (SP).

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Dr. Rodrigo Sauaia, o resultado aponta para um novo patamar de competitividade da fonte no País, fruto da redução de preços dos equipamentos, recuperação da moeda brasileira frente ao dólar e acirrada competição entre os empreendedores. “Esta foi a primeira vez em um leilão de energia elétrica em que projetos da fonte solar fotovoltaica venderam energia a preços menores do que os de projetos de CGHs, PCHs e termelétricas a biomassa”, comenta Sauaia.

“O LEN A-4 de 2017 representa um passo estratégico na retomada de investimentos na fonte solar fotovoltaica, em linha com o planejamento de expansão desta fonte renovável, limpa e de baixo impacto ambiental na matriz elétrica brasileira. O Brasil dá um sinal importante ao mercado nacional e internacional com a contratação de 20 novas usinas solares fotovoltaicas, totalizando 574,0 megawatts (MW) de potência a ser injetada na matriz, para as quais serão realizados investimentos privados de mais de R$ 2,5 bilhões até 2021”, acrescenta.

Os projetos solares fotovoltaicos contratados pelo LEN A-4 de 2017 estão localizados nas regiões Nordeste e Sudeste, nos estados do Piauí (240 MW), Pernambuco (147 MW), Bahia (112 MW) e São Paulo (75 MW).

Sauaia ressalta ainda que, do ponto de vista processual, a nova metodologia de leilão contínuo foi bem mais ágil do que os certames anteriores com participação da fonte solar fotovoltaica. “As inovações na mecânica de contratação do LEN A-4 de 2017 permitiu a conclusão do leilão em menos de 2 horas, enquanto que os leilões anteriores ultrapassavam a marca de 8 horas de duração”, diz. “A ABSOLAR cumprimenta a CCEE, a ANEEL, o MME pela realização deste leilão e parabeniza as empresas vencedoras pelas suas conquistas”, acrescenta.

O presidente executivo da ABSOLAR lembra, entretanto, que o sucesso de um leilão de energia não é definido apenas pelo preço médio ou pela quantidade de projetos contratados, mas que estes projetos sejam de fato construídos, entrem em operação e forneçam energia elétrica à matriz. “Desse modo, teremos a medida clara do sucesso deste leilão a partir do início de 2021, quando os projetos contratados estiverem em operação comercial”, aponta Sauaia.

Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada. A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no País e representando o setor fotovoltaico brasileiro internacionalmente.

Fonte: ABSOLAR