Já imaginou levar um pé na bunda e, no mesmo dia, descobrir que seu pai não é o seu pai biológico? Pois bem, é por essa reviravolta que Júlio, vivido por Gabriel Leone, passa no romance musical MEU ÁLBUM DE AMORES, que começou a ser rodada esta semana em São Paulo com Gabriel Leone, Felipe Frazão, Carla Salle, Olívia Torres, Maria Luisa Mendonça, Laila Garin, Lorena Comparato, e um grande elenco.

Dirigido por Rafael Gomes (Música Para cortar os Pulsos), com produção da Biônica Filmes, o longa conta de maneira bem-humorada a história de Júlio (Gabriel Leone), um dentista sensível e apaixonado que vive uma vida protegida e controlada, morando com sua mãe, e está prestes a dar um grande passo rumo à maturidade: comprar um apartamento com Alice (Carla Salle), a mulher que ele namora desde os 18 anos. Mas Alice revela não estar preparada para tudo isso e dá um fim a relação.

Abatido, Júlio é surpreendido por uma segunda notícia bombástica: seu pai não é quem ele sempre pensou que fosse. No lugar de Maurício, um dentista sério e bem-sucedido, entra Odilon Ricardo , um famoso cantor brega dos anos 70. Este pai, que Júlio nunca soube que teve, acaba de falecer. E lhe deixou de herança a casa onde sempre viveu, um forte DNA musical que Júlio nunca soube que tinha e, principalmente, um irmão que é em tudo diferente dele, Felipe (Felipe Frazão). Assim, Júlio terá que sair da sua zona de conforto, investigar o passado do pai e enfrentar uma série de mudanças inesperadas em sua vida, redescobrindo a si mesmo e reinventando o caminho de seu próprio amadurecimento.

  • É um filme de sentimentos concretos e reais – os problemas do protagonista são verdadeiros e pungentes. Mas é também uma comédia romântica. Não uma comédia romântica ligeira, mas uma comédia romântica que busca algumas profundidades, assim como as músicas de amor. É sobre expansão de mundo, concreta e emocionalmente. Sobre abandonar a ideia de controle sobre o futuro para entregar-se às surpresas do presente. É sobre os conflitos da pós-adolescência e a desconstrução de um conceito de masculinidade secularmente construído, através do cruzamento do protagonista com diferentes aspectos do feminino. É sobre a busca pelas origens genealógicas, incluindo o parentesco por afeto e adoção. E é, por fim, sobre a transformação da vida em criação artística – no caso, a música – explica o diretor.

E num filme em que a música é protagonista, dois grandes nomes da música brasileira assinarão a trilha sonora original: Odair José e Arnaldo Antunes. “Eu admiro a obra do Arnaldo e do Odair há anos. Com o Arnaldo eu já havia realizado alguns trabalhos, como a direção de um videoclipe, e tido outros contatos em parcerias de diferentes naturezas. Na ideia desse filme sempre existiu o universo musical dos anos 70 como referência, e o Arnaldo me pareceu o cara ideal para fazer essa releitura e compor essas músicas. Eis que ele próprio sugeriu que a gente fosse na essência e convidasse Odair José para a empreitada. E era tão óbvio e perfeito que eu não me conformava de não ter pensado nisso antes”, completa Gomes.

MEU ÁLBUM DE AMORES é o terceiro longa do diretor Rafael Gomes, que já tem dois filmes em finalização com previsão de estreia em 2019. A direção de fotografia é de Jacob Solitrenick, a direção de arte é de Glauce Queiroz, direção musical de Marcus Preto e Pupillo (Nação Zumbi). A Distribuição é da Pandora Filmes.

FICHA TECNICA
Roteiro: Luna Grimberg, Rafael Gomes e Vinicius Calderoni
Músicas Originais: Arnaldo Antunes e Odair José.
Direção: Rafael Gomes
Produção:  Bianca Villar, Fernando Fraiha e Karen Castanho
Produção Executiva: Bianca Villar
Direção de Fotografia: Jacob Solitrenick
Direção de arte: Glauce Queiroz
Figurino: Yuri Kobayashi
Maquiagem: Gabriela Guimarães

Sobre o diretor
Atua há mais de uma década como roteirista, dramaturgo e diretor de cinema, televisão e  teatro. Roteirizou e dirigiu Tapa Na Pantera, fenômeno de público na internet, com milhões de  visualizações.  Como roteirista, assinou os filmes “De Onde Eu Te Vejo” (2016) e “Depois dos 40” (2019). Em 2017, escreveu e dirigiu “45 Dias Sem Você”, seu primeiro longa-metragem, filmado em cinco diferentes países. Em 2018, filmou o drama romântico “Música Para Cortar Os Pulsos”. Criou, roteirizou e dirigiu a série infanto-juvenil “Tudo O Que É Sólido Pode Derreter” (2009), colaborou nas séries “Família Imperial” (2012) e “Louco Por Elas” (2012-2013), e foi criador e roteirista-chefe das séries “3 Teresas” (2013-2014) e “Vizinhos” (2015). No teatro, destacou-se junto ao público e a crítica, ganhando alguns dos principais prêmios do país com suas últimas montagens (Um Bonde Chamado Desejo, Gota D’Água a Seco, Os Arqueólogos). Na seara musical, criou e dirigiu o projeto virtual Música de Bolso, com mais de 360 vídeos de artistas como Vanessa da Mata, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes e Marcelo Camelo, e trabalhou com direção de videoclipes, shows e DVDs.

Sobre a Biônica Filmes
A Biônica Filmes foi fundada em 2012 por Bianca Villar, Karen Castanho e Fernando Fraiha.  Produziu a série para a HBO: “PSI” indicada ao Emmy Awards 2015 na categoria “Melhor Série Dramática”; e os longas: “Os Homens São De Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou!” (2014) de Marcus Baldini, visto por mais de 1,8 milhão de espectadores e ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2015 na categoria “Melhor Comédia”; “Reza a Lenda” (2016), de Homero Olivetto, uma das 5 maiores bilheterias de 2016 e ganhador do Prêmio Especial do Júri no Tallin Black Nights 2016; “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva” (2017) de Paulinho Caruso e Teo Poppovic, selecionado para o South by Southwest (SXSW) 2018.

No ano de 2017 foram lançados dois longas em que a Biônica é produtora associada: o documentário “Divinas Divas” de Leandra Leal, vencedor do Prêmio do Púbico – Global no South by Southwest (SXSW) 2017 e a comédia “La Vingança” de Fernando Fraiha, uma coprodução Brasil – Argentina vencedora do prêmio de Diretor Estreante do Brooklin Film Festival 2017.

Em 2018, três longas serão rodados pela Biônica Filmes: “Turma da Mônica -Laços” de Daniel Rezende, o primeiro live action baseado nas histórias da Turma da Mônica, “Eu Não Sou Cachorro, Não” de Rafael Gomes, uma comédia romântica musical com trilha original assinada por Arnaldo Antunes; e “Pedro” de Laís Bodanzky, uma coprodução Brasil-Portugal que contará a história de Dom Pedro I.

Em 2019 a produtora vai produzir “Rita Lee, uma autobiografia” (um longa-metragem de ficção e um documentário).

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora Filmes é uma distribuidora de filmes de arte, ativa no Brasil desde 1989. Voltada especialmente para o cinema de autor, a distribuidora buscou, desde sua origem, ampliar os horizontes da distribuição de filmes de arte no Brasil com relançamentos de clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Fellini, Bergman e Billy Wilder, e revelações de nomes outrora desconhecidos no país, como Wong Kar-Wai, Atom Egoyan e Agnés Jaoui.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora Filmes sempre reserva espaço especial para o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos. Dentro desse segmento, destaca-se o recente “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, um grande sucesso, visto no cinema por mais de 500 mil espectadores.