Foto: Divulgação

Faperj investirá R$ 2,3 milhões em projetos de Segurança Pública e Ciências Forenses

Entre os projetos aprovados, estão o reconhecimento automático de tatuagens para uso forense, do pesquisador Marcelo Musci Zaib Antonio, da Universidade Estadual da Zona Oeste.
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A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou investimentos de mais de R$ 2,3 milhões em apoio a projetos de inovação no campo da Segurança Pública e Ciências Forenses. São 10 projetos aprovados: três da Universidade Federal Fluminense (UFF); dois do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); dois da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj); um do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ); um da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); e um da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo). 


Entre os projetos aprovados, estão o reconhecimento automático de tatuagens para uso forense, do pesquisador Marcelo Musci Zaib Antonio, da Universidade Estadual da Zona Oeste. O trabalho visa ao desenvolvimento de um sistema de reconhecimento de imagens de tatuagens de forma automática a partir da construção de um banco de dados, que pode vir a ser utilizado para ajudar na correta identificação de criminosos que possuam esse tipo de marca corporal e a possível identificação de facções criminosas aos quais pertençam.

A técnica de reconhecimento de imagens é baseada em algoritmos. Para o diretor de Tecnologia da Faperj, Mauricio Guedes, o edital de Segurança Pública e Ciências Forenses apoiará projetos que busquem o desenvolvimento de inovações nesse campo das ciências forenses, contribuindo assim para a elucidação de crimes, uma demanda importante da sociedade brasileira.  


Outro agraciado pelo edital é o pesquisador Bruno Carius Garrido, do Inmetro. O projeto prevê a identificação dos compostos no material vegetal e análises toxicológicas que comprovam o uso da droga a partir da análise de matrizes biológicas como urina, sangue e outras de extrema importância para a área forense. Os principais compostos alvo não são os canabinóides em si, mas os metabólitos que são formados no corpo humano após o seu uso. A ideia é dar suporte global às análises forenses de Cannabis e drogas derivadas, com identificação clara e confiável para o material apreendido a fim de que o crime seja tipificado de forma correta. 


Em uma terceira vertente, o projeto de Renato Pereira de Freitas, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus de Paracambi, tem como proposta o desenvolvimento de métodos que auxiliem na identificação de roubos, furtos e adulterações de obras de arte e veículos. No campo das obras de arte, a proposta inclui implementar exames de imagens e a aplicação de técnicas recentes de inovação tecnológica, ampliando também um banco de dados com informações de pigmentos, vernizes e aglutinantes caracterizados em autênticas obras de arte de famosos pintores brasileiros. Na área de roubos de automóveis, os pesquisadores pretendem aprimorar e facilitar o serviço de perícias em veículos clonados.


Na área de inovação social, foi aprovado o projeto do pesquisador da Universidade Federal Fluminense Roberto Kant de Lima. Ele propõe inovação científica e tecnológica entre os saberes das Ciências Forenses e do Direito e as Ciências Sociais, em especial aquelas de natureza socioantropológica.

Por meio de pesquisa para análise e inovação nas condições de implementação e efetivação da gestão da cadeia de custódia no Estado do Rio de Janeiro, serão descritas e analisadas as práticas dos agentes de segurança pública e justiça criminal em perícias criminais e médico-legais nos processos de produção e circulação de laudos periciais, desde a preservação de cenas e coleta de evidências materiais em locais de morte e sua análise por peritos técnico-científicos até seu uso e consumo nas fases de investigação policial e processo judicial por investigadores, autoridades policiais, promotores de justiça, defensores públicos, advogados e juízes criminais. Em suma, visa contribuir para o desenvolvimento de tecnologias que favoreçam a elucidação em casos de letalidade violenta, em especial os tipificados como crimes de homicídio. 

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