Facebook proíbe divulgação de notícias na Austrália

O Facebook tomou esta medida, dado há um projeto de lei que a Câmara dos Representantes Australianos aprovou ainda nesta quinta-feira (18), obrigando empresas de tecnologias como o Google, o Bing e o próprio Facebook, a pagar uma taxa para postar notícias e informações sobre o país.

No início desta quinta-feira (18), os australianos tiveram uma surpresa aos abrir o seu Facebook. Trata-se de uma restrição imposta pelo órgão digital, que impedia os usuários de vincular links de notícias com conteúdo jornalístico ou escrever e publicar uma matéria no próprio feed da rede social com este teor.


Até o Governo Australiano foi impossibilitado de divulgar números equivalentes ao combate à pandemia do novo Coronavírus. Ao tentar publicar uma postagem deste tipo o usuário recebe a seguinte mensagem: “Em resposta à legislação do governo australiano, o Facebook restringe a postagem de links de notícias e todas as postagens de páginas de notícias na Austrália. Globalmente, a postagem e o compartilhamento de links de notícias de publicações australianas são restritos”.


O Facebook tomou esta medida, dado há um projeto de lei que a Câmara dos Representantes Australianos aprovou ainda nesta quinta-feira (18), obrigando empresas de tecnologias como o Google, o Bing e o próprio Facebook, a pagar uma taxa para postar notícias e informações sobre o país. Caso não haja um consenso sobre o valor a ser pago, a quantia será definida por lei.


Foi emitido na última quarta-feira (17) pela rede social, um comunicado oficial que dizia que a proposta de lei australiana interpreta mal a relação entre a plataforma e os usuários que a usam para publicar as devidas notícias.


O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, atacou a proibição imposta ao país em sua própria página no Facebook: “As ações do Facebook para afastar a Austrália hoje, cortando os serviços de informação essenciais sobre saúde e serviços de emergência, foram tão arrogantes quanto decepcionantes. Essas ações só vão confirmar as preocupações que um número cada vez maior de países expressa sobre o comportamento das empresas BigTech que se consideram maiores do que governos e que as regras não devem se aplicar a elas. Eles podem estar mudando o mundo, mas isso não significa que eles o comandem. Não seremos intimidados pela BigTech tentando pressionar nosso Parlamento”.


Alguma empresas de tecnologia e de informação já chegaram em um acordo com o Governo e o Parlamento Australiano, e definiram o valor que terão de pagar para as autoridades, para continuar vinculando notícias no país.

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