Foto: Ilustrativa / Reprodução da internet

Fabricante de ônibus Marcopolo fecha fábrica em Duque de Caxias

Parte dos funcionários da unidade Marcopolo em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro-RJ está sendo remanejada para a planta de São Mateus, no Espírito Santo

A fabricante de ônibus Marcopolo (POMO4) decidiu nesta sexta-feira (2) encerrar as atividades de sua fábrica localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a partir do dia 30 deste mês de outubro.

De acordo com a empresa, a decisão é parte do processo de “otimização de plantas”, e as demais unidades absorverão a produção conforme os mercados se regularizarem no pós-pandemia.

A empresa afirma que a decisão deve trazer maior racionalidade a seus custos de produção. “A concentração das operações brasileiras em um número menor de fábricas vem contribuindo para a redução de custos e incremento da eficiência”, explica a companhia em fato relevante divulgado nesta sexta-feira. Não há detalhes sobre a destinação do quadro de funcionários da empresa.

A unidade da Marcopolo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, produz os modelos Torino, Viale BRT e Viale BRS, todos destinados à mobilidade urbana. Outras plantas da companhia, no entanto, também produzem os mesmos modelos.

A fábrica do Rio de Janeiro é especializada em ônibus urbanos com origem na antiga Ciferal, tradicional encarroçadora do Estado, fundada em outubro de 1955 pelo imigrante austríaco Fritz Weissman. Em maio de 1999, a Marcopolo comprou a parte da RJ Administração e Participações S.A. na Ciferal, correspondendo a 50% das ações. A RJ Participações era formada por cerca de 200 empresas de ônibus do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Em abril de 2001, a Marcopolo comprou a outra parte da Ciferal passando a controlar assim integralmente a companhia. O nome Ciferal, que era a sigla de Comércio e Indústria de Ferro e Alumínio, deixou de ser utilizado definitivamente em 2013, quando foi adotada a nomenclatura Marcopolo Rio.

No segundo trimestre, com o impacto da pandemia da covid-19 sobre o mercado, a Marcopolo viu o lucro líquido cair 98,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 1,3 milhões. A receita teve contração de 30%, e a produção total, de 45,7%.

Com o fechamento da unidade fluminense, a fabricante de ônibus passa a contar com três fábricas no País, sendo duas delas em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, cidade onde está a sede da empresa, e uma em São Mateus, no Espírito Santo. No exterior, a empresa tem 11 fábricas.

Funcionários

Uma parte dos funcionários da unidade Marcopolo em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro-RJ está sendo remanejada para a planta de São Mateus, no Espírito Santo. A Marcopolo não informou a quantidade de funcionários transferidos, mas disse que os trabalhadores demitidos irão receber alguns benefícios além dos previstos em lei.

“Alguns colaboradores foram remanejados para a unidade São Mateus e os demais serão desligados.  Além de todos os encargos previstos em lei, a empresa está oferecendo como benefícios adicionais: 8 meses de plano de saúde, 4 meses de vale alimentação, cesta de final de ano e brinquedos de natal aos filhos dos colaboradores.” – diz trecho da nota.

O comunicado de fechamento da fábrica foi feito por meio de “Fato Relevante” ao mercado. Veja o comunicado publicado na íntegra:

FATO RELEVANTE

MARCOPOLO S.A. (“Companhia”), em cumprimento ao disposto no art. 157, §4º, da Lei nº 6.404/76 e na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 358/2002, vem informar aos seus acionistas e ao mercado em geral, que o Conselho de Administração, em reunião nesta data, aprovou o encerramento das atividades da planta industrial localizada em Duque de Caxias, RJ, a partir de 30 de outubro de 2020.

A decisão faz parte do processo de otimização de plantas e adequação da capacidade fabril da Companhia. A concentração das operações brasileiras em um número menor de fábricas vem contribuindo para a redução de custos e incremento da eficiência.

As melhorias operacionais alcançadas nos últimos anos permitirão que as plantas remanescentes tenham capacidade suficiente para absorverem a recuperação de volumes à medida que os mercados se regularizarem, em um cenário pós-pandemia.

Caxias do Sul, 2 de outubro de 2020.

José Antonio Valiati

Diretor de Relações com Investidores

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