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Evento de autoconhecimento e espiritualidade tem entrada gratuita em Itaipava

Meditações, práticas de yoga, palestras, manifestações culturais dos povos originários, comidas típicas indianas e atrações para toda a família
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“Muito forte. A união de todos esses povos originários está trazendo uma força de conexão muito linda e de muita energia. É difícil traduzir em palavras o que a gente sente, mas é uma vibração muito forte! Estou extasiada. É a primeira vez que um festival desse porte acontece, então eu não poderia faltar!”, contou Jéssica Souto, moradora de Santos (SP) e que há três anos estuda yoga, ayurveda e agora vedanta. Assim como Jéssica, mais de mil pessoas acompanharam o primeiro dia do I Festival Indiano de Vedanta e Autoconhecimento, que acontece até domingo no Parque Municipal em Itaipava com programação para toda a família e entrada gratuita.

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A área do parque onde está sendo realizado o evento recebeu decoração especial e se transformou em uma grande vila de vedanta, autoconhecimento e compartilhamento de conhecimentos e da diversidade de culturas dos povos ancestrais. Com muita música, palestras, práticas de yoga e de meditação, quem chega ao festival já sente a energia do lugar, que também conta com praça de alimentação com comidas típicas, área para adquirir artigos típicos, área de descanso e painel para tirar fotos. “Estão sendo dias maravilhosos, reunindo pessoas especiais com uma energia de luz, tão abertas ao autoconhecimento. É uma grande festa que, com muito carinho, recebe lideranças de outros povos ancestrais e um pouco de suas culturas”, disse o professor tradicional de vedanta Jonas Masetti.

A abertura do festival reuniu autoridades do governo indiano como o cônsul da Índia Amit Kumar Mishra; do governo local como o prefeito Rubens Bomtempo, o presidente da Câmara Hingo Hammes, a secretária de Turismo Silvia Guedon e a presidente do Instituto Municipal de Cultura Diana Iliescu; brâmanes da Índia; mestres de vedanta como a professora Glória Arieira, o professor Jonas Masetti, o professor Paulo Vieira e a professora Tilaka; lideranças espirituais e convidados especiais como o arquiteto Índio da Costa. “Como é bonito e emocionante ver essa diversidade de pensamentos, de ideias e posições sendo acolhidos. Isso dá uma esperança, uma alegria e uma emoção muito grande”, disse o arquiteto em seu discurso.

O primeiro dia também foi dedicado à aula com a professora Glória Arieira, precursora de Vedanta no Brasil, e painel com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano com o tema “O papel da espiritualidade para os novos rumos da sociedade”. Montezano e o professor Jonas Masetti conversaram sobre os rumos da economia x espiritualidade. “É um momento de incerteza global. E mais do que nunca a gente se prender a valores e ter momentos de troca, interação e integração como esses é muito importante para a sociedade. Espero que vocês levem provocações saudáveis desse bate-papo, na certeza de que os ativos e atributos intangíveis estão já, de longe, dominando os tangíveis”, pontuou o presidente do BNDES aos participantes do festival.

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A sexta-feira começou bem cedo, às 6h, no I Festival Indiano de Vedanta e Autoconhecimento com a Homma, cerimônia do fogo. Homma é um poderoso ritual védico em que as orações são feitas diretamente no fogo com o canto de mantras. É uma prática antiga, faz parte do hinduísmo, mas nasceu nos tempos védicos, entre 6.500 e 4.000 anos atrás, quando o uso do fogo era essencial na vida dos homens.

O segundo dia também foi dedicado às atividades para as crianças do “Pequena Tribo”, projeto social do Instituto Jonas Masetti, que trabalha no contraturno escolar e oferece ensino extracurricular, visando o desenvolvimento integral dos pequenos através de oficinas que resgatam o valor dos povos originários com suas práticas, conhecimentos e cultura.

Cada dia do festival é dedicado a uma cultura: no primeiro, o destaque foi a cultura védica; o segundo dia foi dedicado à cultura indígena brasileira, com palestras, apresentações e danças; já o terceiro dia, sábado, vai ser dedicado à cultura africana.

A programação do sábado começa às 6h com a Homma. Às 8h, tem aula de Kung Fu com o mestre Ricardo Viana. Já às 8h20, o público participa da aula de yoga com o professor Leandro Castello. Dez horas da manhã: aula com o professor Paulo Vieira. Às 11h, tem aula de Kung Fu novamente com o mestre Ricardo Viana. Às duas da tarde, a aula de vedanta é com a professora Tilaka. Logo depois, às 14h30, é a vez de um bate-papo entre a professora Tilaka e a Abuela Adriana Ocelot, seguido da aula com Felipe Wu. Às 16h, os participantes conferem uma aula com a professora Glória Arieira, seguido de uma conversa entre ela e o mestre Ricardo Viana. Além disso, também haverá apresentações culturais da matriz africana como roda de samba e capoeira.

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No domingo, a aula de yoga é com o professor Ricardo Barbato e começa às 8h. Logo depois, às 9h30, está programada aula de vedanta com o professor tradicional Jonas Masetti. O encerramento do evento está previsto para às 10h30 com cerimônia reunindo todos as lideranças dos povos originários.

“O segundo e terceiro dias estão voltados para a diversidade de culturas, conhecimentos, informações, aprendizados. Começamos o dia com uma prática meditativa chamada Homma, que é feita no fogo pelos brâmanes da Índia, depois prática de yoga, aula de kung fu, que também é, além de arte marcial, um caminho de autoconhecimento. E na parte da tarde tem as festividades, as atrações culturais. É um evento completo para passar o dia todo no parque”, destacou Masetti.

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