Estudos apontam que notícias falsas dificultam vacinação entre os indígenas

71% dos indígenas da Amazônia, que são grupo prioritário para receber a vacina contra o novo Coronavírus, se recusaram a receber a primeira dose do imunizante segundo dados do Governo Federal.

Profissionais de saúde responsáveis pela imunização de indígenas no estado do Pará, estão relatando para seus coordenadores que vem enfrentando dificuldades para imunizar a população indígena, pois muitos estão se recusando a tomar a vacina por acreditar em notícias falsas supostamente espalhadas em massa pelo Whatsapp e por pastores evangélicos que frequentam a região.

71% dos indígenas da Amazônia, que são grupo prioritário para receber a vacina contra o novo Coronavírus, se recusaram a receber a primeira dose do imunizante segundo dados do Governo Federal.

Um dos profissionais de saúde do Pará relatou:” São histórias absurdas, que dizem que quem toma vacina fica amarelo, ou vai morrer em 15 dias. Ou que vai ser implantado um chip no corpo de quem for vacinado, para ser monitorado pelos chineses, ou que a vacina é feita por embriões de aborto.

”Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 965 indígenas já morreram em decorrência do novo Coronavírus no país.

“Isso circula pelo Whatsapp, e a gente ouve relatos de que isso vem de pastores evangélicos também. O movimento evangélico tem gente muito séria, então seria muito bem vindas manifestações em áudio de Whatsapp, ou mesmo em vídeo, de pastores comprometidos com a verdade, para que a gente pudesse circular nas aldeias e fazer contraponto a essa minoria propagadora de fake news”, completou o profissional.

A descrença na eficácia da vacina vem se tornando comum entre parte dos brasileiros desde o início da vacinação, subindo de 19% para 28% dentro de um período de um mês em que as primeiras doses começaram a ser aplicadas na população, segundo dados do Poderdata.

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