Estudo colaborativo entre LNCC/MCTI, UFRN, UFPB, UESC e UERJ identifica uma possível nova linhagem de SARS-CoV-2

Estudo rastreia a transmissão interestadual da linhagem P.1, a diversificação da P.2 e identifica uma possível nova linhagem brasileira de SARS-CoV-2 sinalizando a importância da vigilância genômica.
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Em 11 de março foram depositados em bases de dados públicos internacionais (GISAID) o resultado do sequenciamento de 195 genomas provenientes da colaboração de pesquisadores de cinco estados (AM, RN, PB, BA e RJ) representando 39 municípios brasileiros.  Participaram dessa iniciativa o LNCC/MCTI, UFRN, UFPB, UESC e UERJ. Os resultados foram submetidos nessa mesma data para periódico científico internacional e foi assinado por 22 pesquisadores pertencentes a essas instituições.

O esforço foi organizado pelo Laboratório de Bioinformática (LABINFO) do Laboratório Nacional de Computação Científica (Petrópolis-RJ) um instituto do Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações (MCTI) com o objetivo de compreender a existência de variantes genéticas do SARS-CoV2 considerando que poucos genomas estão amostrados. Essa iniciativa faz parte da Rede Vírus, do MCTI/FINEP/CNPq, Rede Corona-ômica-RJ da FAPERJ e da CAPES.

As amostras coletadas foram de pessoas com resultados positivo para COVID-19 no período de 1 de dezembro de 2020 até 15 de fevereiro 2021. As pessoas tinham faixa etária heterogênea, variando de 11 a 90 anos de idade, sendo 92 homens e 93 mulheres.  

Os resultados permitiram a inferência das datas de origem de P.1 (linhagem de Manaus) e identificar que a linhagem do Rio de Janeiro, P.2,descrita no final de 2020 apresenta diversificação à medida que se espalha pelo país. Além disso, foi possível reconstruir as rotas de transmissão interestaduais dessas duas linhagens. 

Importante ainda é salientar que com o sequenciamento de três amostras que contém a mutação E484K, o presente estudo permitiu a identificação de uma possível nova linhagem de SARS-CoV-2 originada da linhagem B.1.1.33 que circulava no Brasil desde o início de 2020. Esta contém agora a mutação E484K, na proteína S, associada ao escape imunológico e, portanto, pode ter implicações para planejamento de novas estratégias para o controle da COVID19.

Considerando que novas estratégias para controle da pandemia da COVID19 necessitam estudos colaborativos e em Rede, devido ao surgimento e a disseminação de novas variantes circulantes de SARS-CoV-2, fazemos este anúncio em grupo antes mesmo que o artigo seja revisado pelos pares.

Além disso, fica claro a necessidade crescente de uma vigilância genômica eficaz para poder precocemente identificar potenciais mutações virais auxiliando desta forma o aprimoramento das vacinas atuais contra COVID19.

Fonte: Ascom LNCC

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