O Distrito Federal começou a vacinar pessoas com 49 anos a partir de hoje. A vacinação contra a Covid-19 começou no dia 19 de janeiro e o DF já recebeu 1.455.070 doses de imunizantes.

Estudo avalia efetividade da Coronavac em idosos

Foram avaliadas mais de 55 mil pessoas acima dos 70 anos.
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Submetido à revista científica The British Medical Journal (BMJ), o estudo Efetividade da vacina CoronaVac em idosos durante epidemia associada à variante Gamma de Covid-19 no Brasil, fez uma analisa na população maior de 70 anos do estado de São Paulo durante a circulação extensiva. Coordenada pelo pesquisador Julio Croda, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o grupo de pesquisa Vebra Covid-19 avaliou mais de 55 mil pessoas acima de 70 anos que realizaram um teste de RT-PCR para Covid-19 entre 17 de janeiro e 29 de abril de 2021.

Dentre as conclusões, a pesquisa aponta que a CoronaVac esteve associada a uma proteção contra a doença sintomática do Coronavírus, as admissões hospitalares e as mortes em adultos maiores de 70 anos, num contexto de ampla transmissão da variante Gama. A proteção da vacina, porém, foi baixa até completar o regime de duas doses, e a sua efetividade diminuiu entre a população de idosos em função do aumento da idade dos participantes. 

“Um dos principais achados do estudo é que é necessário um esquema vacinal completo, com duas doses de CoronaVac. Uma dose apenas tem baixa efetividade, baixa proteção contra doença sintomática, hospitalização e óbito”, disse Julio Croda.

Em relação aos casos sintomáticos, os resultados apontam que, até 13º dia, a efetividade da vacina é de 24,7%; já a partir do dia 14 após a segunda dose, a efetividade aumenta a 46,8%. Para as admissões hospitalares, a efetividade é de 55,5%. Já para os óbitos, a proteção após 14 dias da segunda dose é de 61,2%. O estudo também aponta que a efetividade da vacina após a segunda dose foi maior nos grupos mais jovens (de 70 a 74 anos) com 59,0% contra a doença sintomática, 77,6% contra admissões hospitalares e 83% contra mortes. A proteção foi diminuída em função do aumento da idade. 

“A gente observou que acima dos 80 anos, existe uma diminuição da proteção para doença sintomática. A proteção contra hospitalização fica abaixo do 40% e contra óbito abaixo do 50%. Isso fez com que o Ministério da Saúde recomendasse uma dose de reforço especificamente nessa população de idosos”, explicou Croda.

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Comentários estão fechados.