Uma jovem de 22 anos morreu após ser espancada, na noite desta segunda-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O suspeito do crime é o namorado de Patrícia Mitie Koike, preso enquanto dirigia com a vítima no banco do carona. Ele foi identificado como Altamiro Lopes dos Santos Neto, de 21, e estuda Medicina na Universidade Iguaçu (Unig) faculdade particular da cidade.

Na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que  investiga o caso, Altamiro admitiu que espancou a namorada e disse que estava tentando socorrê-la para o hospital. Segundo informações, ele teria lavado o corpo da vítima, que tinha vários ferimentos na cabeça e em outras partes do corpo. No Hospital Geral de Nova Iguaçu, para onde foi levada, de acordo com a especializada, foi constatado que a jovem já estava morta há muito tempo. A equipe médica avaliou que ela faleceu há mais de 24 horas. O estudante foi autuado em flagrante por homicídio e ocultação do cadáver.

Inicialmente, a PM informou que a vítima havia sido socorrida ao hospital com vida, o que foi negado posteriormente tanto pela Polícia Civil quanto pelo hospital. Segundo o 20º BPM (Nova Iguaçu), os policiais foram chamados às 21h por testemunhas que viram o suspeito com a vítima no banco do carona muito machucada perto do viaduto da Rua Doutor Barros Júnior.

Carro em que namorado estava com a vítima – Rafael Nascimento / Agência O Dia

Os PMs conseguiram localizar o veículo, um Nissan March, mas Altamiro tentou fugir, sendo alcançado em seguida. Os policiais confirmaram as denúncias e encontraram a vítima no carro, e a levaram para o hospital.

“Por enquanto seria leviano falar alguma coisa. Vamos conversar com ele (o preso) e esperar o delegado chegar”, limitou-se a dizer João Bento, advogado do universitário, na sede da especializada, onde está presente com parentes da jovem morta e do acusado.

O estudante de Medicina preso estava no terceiro período do curso na Unig, onde estuda desde 2016. Ainda durante a noite, o suspeito passou por um exame toxicológico que não constatou a presença de álcool nem de drogas no seu organismo.

Morando juntos há pouco mais de um ano, os jovens se conheciam desde o Ensino Médio. Os pais de Altamiro, que são médicos, são de Sorocaba, no interior São Paulo. Já a família de Patrícia mora atualmente no Japão.

Fonte: ODIA