Alguns pacientes da UPA Cascatinha aguardaram por mais de oito horas para serem atendidos nesta terça-feira (31). De acordo com o paciente Thiago Dias Pinto Carneiro Piris, de 34 anos, morador da Vila de Cascatinha, sua chegada na unidade foi às 14h e aguardou até as 22h para ser atendido pelo médico. Durante todo este período permaneceu sentindo muitas dores no abdômen. O médico encaminhou Thiago para realizar exame de sangue e o paciente teve que aguardar por mais de três horas até receber o resultado. No total foram mais de onze horas dentro da unidade de saúde.

Thiago diz também ter comparecido na UPA Cascatinha por várias vezes, desde a última sexta-feira (27). No primeiro atendimento foi orientado a fazer exame de urina na própria unidade e em outra visita recebeu um pedido para fazer uma ultrassonografia, realizada em um hospital privado.

Uma outra paciente, que não quis se identificar, descreveu que esteve mais cedo na mesma unidade e foi destratada pela atendente após reclamar da demora no atendimento. Ela também ficou aguardando por mais de oito horas.

NOTA DA SECRETARIA DE SAÚDE:

“O paciente citado deu entrada na unidade 14h49 de terça-feira (31.07) com dores abdominais e foi prontamente acolhido e atendido, sendo classificado como risco azul (menos grave). Ainda assim, os médicos solicitaram exames. Neste período o paciente precisa ficar na UPA todo o tempo para sair o resultado dos exames e uma nova avaliação médica. Em todo o período ele permaneceu medicado. Uma nova avaliação médica com os exames prontos foi feita e o paciente liberado às 21h53”.

“A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cascatinha opera normalmente, com quatro médicos clínicos gerais e três pediatras nesta quarta-feira (1º.08), assim como também operou na terça-feira (31.07). A direção da unidade afirma que, na terça-feira (31.07), nenhum atendimento médico excedeu o tempo limite de espera previsto pelo Ministério da Saúde. O protocolo estabelece ainda que as assistências emergenciais definidas pelas cores vermelho e amarelo têm prioridades pela gravidade do estado de saúde dos pacientes”.

 

(atualizado em 13h20)