Paulo Stucchi é psicanalista e jornalista. Atuou como redator, jornalista responsável e editor em jornais impressos e revistas. Também foi professor e coordenador de curso de Comunicação Social e atualmente, divide seu tempo entre o trabalho como assessor de imprensa e sua paixão pela Literatura, História e Psicanálise.

Após a tragédia que atingiu o Museu Nacional no último domingo, Paulo decidiu escrever um artigo mostrando que o Brasil já está em chamas há algum tempo. Problemas na saúde, educação, falta de incentivo a cultura e corrupção foram à tona, fazendo com que o descaso com esse monumento tão importante fosse a gota d’água para situações que estão se tornando normais no país, infelizmente.

O fogo que consome o Brasil foi o título do artigo que contém trechos bem diretos, polêmicos e verdadeiros por parte do jornalista.

  • Ao olhar para as imagens das chamas lambendo o que restara da bicentenária construção, não pode deixar de constatar, com tristeza, que aquele fogo tinha algo muito mais simbólico em seu poder destrutivo. Mais do que o acervo e as paredes do Museu Nacional ardiam e desfaleciam em fuligem; o que queimava, e ainda queima, é o próprio Brasil – Paulo Stucchi.

Stucchi não apontou culpados mas ao mesmo tempo disse que todos têm uma parcela de culpa sobre o ocorrido. Governo Federal, Governo Estadual do Estado do Rio de Janeiro, UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e até mesmo o povo, que segundo ele nunca foi de usufruir de espaços importantes para a história do Brasil.

O escritor aproveitou para alertar a sociedade sobre o ano eleitoral no trecho: “A morte do Museu Nacional não é a morte de um prédio antigo e de seu acervo. É mais uma execução bem pensada e planejada de uma teia administrativa composta por bandidos, que governa para seus iguais e que tem como finalidade dilapidar os alicerces essenciais para a construção de uma nação: educação/cultura, segurança, saúde, emprego, temas tão lembrados em época de eleição por nossos demagogos de plantão.”

  • O Brasil segue ladeira abaixo. O último a sair, apague a luz. Ou, melhor, que varra as cinzas – concluiu Paulo.

Por: Gabriel Malheiros