Escritor de Macaé promove campanha para publicar livro sobre folclore e índios da região

Histórias que nossas avós contavam são destaque em livro.

Jornalista que trabalhou nos três principais jornais de Macaé, O Debate, O Diário da Costa do Sol e o saudoso Macaé jornal, Clinton Davisson Fialho, pós-graduado em cultura africana e mestre em comunicação pela UFJF, lançou projeto esta semana para lançar um livro que mistura terror e aventura infanto-juvenil sobre o folclore brasileiro. Segundo o escritor, foram 12 anos de pesquisa para lendas de vários locais do Brasil, inclusive Macaé e Campos dos Goitacazes.

“Macaé foi muito importante para juntar lendas. Através do atual secretário de Comunicação, Rômulo Campos, me passou informações sobre o lendário Morto Vivo do Aroeira que assombrou Macaé nas décadas de 60 e 70. Além disso, pesquisamos muito sobre os índios Goitacazes que habitavam a região de Campos, tendo até uma protagonista que é uma das sobreviventes da tribo que foi dizimada pelos portugueses com o uso de roupas contaminadas com varíola no século XVII”, conta Clinton.

A história se Baluartes – O mundo Sutil é primeiro de uma série de livros que buscam resgatar as histórias de terror do folclore nacional, com muita ação, mistério e aventura. Trata-se de uma aventura de terror juvenil histórico que se passa no Brasil colônia. Além de três protagonistas que investigam as lendas do Brasil Colônia, como o Curupira, a Mula Sem Cabeça, o Saci, o Caipora e a Cuca, várias participações de personagens históricos como Tiradentes, Aleijadinho, Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa fazem “participações especiais” onde ajudam nossos heróis. Aventura história e fantasia se misturam nesta saga que resgata os mitos do folclore nacional.

A ideia surgiu em 2009 quando Clinton fez uma pós-graduação em cultura africana na FeMass. “Desde criança sou fascinado por histórias de terror, mas não tinha noção que o folclore nacional tinha tanto potencial para criar histórias assustadoras. Assim, só juntei o útil ao agradável e fui escrever”, lembra.

Participações especiais de personagens históricos

E como as aventuras se passam a partir de 1780 entre a Europa e o Brasil Colônia, o escritor imaginou que os protagonistas seriam um português, um príncipe africano e uma índia goitacás. Esse grupo de jovens, formado por três das principais etnias que formam o Brasil, protagonizam não apenas histórias de terror, ação, com direito a doses de humor, mas também contam com participações especiais de personagens históricos.

Por exemplo, quando se encontram pela primeira vez na Europa, prontos para zarpar para o Brasil, os Baluartes enfrentam um mistério em um Castelo mal-assombrado em uma região entre Turim e Gênova com ajuda de… quem sabe? Personagens históricos que estavam vivos e perambulando nas proximidades. Assim, como Mozart que tinha 24 anos, ou um pirralho de 14 anos que estudava nas proximidades, chamado Napoleão Bonaparte.

E quando chegam ao Brasil, na região de Vila Rica, não é que eles tiveram a ajuda de um certo Joaquim José da Silva Xavier, que vivia naquela região e costumava cuidar das pessoas com dor de dente, as pessoas o chamavam de Tiradentes… Conhece?

Quem sabe ao chegar a Vila Rica, futura Ouro Preto, não teriam encontrado um certo escultor, que trabalhava muito, apesar de ser Aleijadinho?

O livro tem previsão para ser lançado em julho deste ano e já tem contrato com a produtora Escaravelho do Rio de Janeiro para adaptar o livro em uma série para o streaming.

Quem quiser participar do projeto, os apoiadores ganham recompensas através do site Catarse pelo link: https://tinyurl.com/baluartes

Fonte: Divulgação

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