CHS e seu bonde revolucionam o rap nacional a partir das intervenções artísticas feitas no Rio

“Pirâmide Perdida, Bloco 7”. Provavelmente essa é uma expressão que você já escutou ao ouvir uma track do bonde que faz a arte acontecer na Zona Norte e Central da cidade do Rio de Janeiro. Lapa, Catete, Santo Amaro e Madureira são alguns dos locais que recebem intervenções artísticas provenientes desse pessoal, coisa que o Rio precisava vivenciar, o famoso hype musical que chega até no estilo de se vestir.

“Do Catete até a Lapa, a mensagem é levada” nos versos de Gustavo Reis, mais conhecido como CHS, o verdadeiro “escritor de arte, designer de rima” que tem apenas 28 anos, mas uma longa bagagem em seu currículo que reúne feats, singles, marca de roupa e o novo EP do músico, denominado ‘Chao$’ que foi lançado no ano passado.

-Eu comecei a me interessar por arte em 2005, quando rolava encontro de grafiteiros e b-boys na Fundição Progresso. Depois comecei a desenhar para aprimorar minhas técnicas e continuo até hoje – comentou Gustavo.

CHS conta que começou no hip-hop entre os anos de 2010 e 2011, quando fundou a Roda Cultural da Lapa, montando o Néctar Gang logo em seguida. O grupo conta ainda com Bk’, Bril, Jxnvs e o Rec KGL, que faz parte da produção da Pirâmide Perdida.

A partir desse momento na carreira dos artistas citados acima surge o B7 e a Pirâmide, com o intuito de reunir todos os Mc’s que gravavam com o El Lif Beatz. Atualmente o Bloco 7 conta também com um timaço de DJ’s, comandado por Jxnvs e M$e.

Vale ressaltar que os integrantes dessa quadrilha que atira informações líricas em forma de hits abrange toda a arte ao se especializar em versatilidade para revolucionar o rap nacional em plena cidade maravilhosa.

Jxnvs por exemplo, além de ser beat maķer e DJ, ainda rima e é o back vocal do Bk’. Quase ninguém sabe (e isso é notório), que o “Bkristo” era vídeo maker antes de se aventurar na música. O CHS como já citado além de cantor, é designer e dono de uma marca de vestuário. Se parar para contar o que todos os integrantes fazem, não terminaria essa sessão hoje.
É o rap carioca respirando de novo.

-A gente realiza muitos trabalhos juntos, a galera curte. Uma vez saímos em turnê com o Marcelo D2 e pra mim particularmente foi muito legal, até porque sou fã do cara. Enfim, as experiências vivenciadas são inesquecíveis – contou CHS.

O bonde que influencia, cria e não copia, o que quer dizer que não tenham referências e o hip-hop norte-americano tem sua parcela de culpa nisso. No entanto, não adianta usar as gírias e não as conhecer. O “C” feito com o mão significa paco de dinheiro, o “7” remete ao Bloco mas também ao lifestyle sete de ser.

CHS disse que os trabalhos para esse não param e a tendência é só aumentar. Recentemente uma faixa foi lançada com a revelação do hip-hop brasileiro, L7nnon. “Eu te avisei” pode ser escutada em todas as plataformas digitais, incluindo o ‘Chao$’.

-As participações do EP eu considero bem importantes. O público gostou e foi apenas meu primeiro trabalho solo. Sobre as roupas, eu ja realizei tanto trabalho que nem lembro quantos. Esse ano tem muita coisa boa pra sair e collab pra acontecer – revelou “CH em sigla”.

Ao final ele ainda definiu o Rio como “cidade purgatório e beleza do caos”.

Muita fé e melhoria pra gang.