De São Luís, no Maranhão para além das paradas musicais! A Drag Quenn mais influente do mundo, à frente de RuPaul, criador do reality RuPaul’s Drag Race, Pabllo Vittar, é um símbolo de resistência, principalmente para a comunidade LGBTQ+! Com mais de meio bilhão de visualizações no Youtube e mais de um bilhão de audições nas plataformas de streams, a artista comemora mais um grande sucesso lançado recentemente.

O clipe “Indestrutível”, construído inteiro em preto e branco, apresenta uma historia dramática onde o protagonista sofre agressões físicas e verbais alimentados pela homofobia e preconceito, trazendo a tona uma realidade vivida por inúmeros LGBTQ+ no Brasil (ainda somos o país que mais assassina LGBTs no mundo). A produção e direção do video, que vem arrancando lagrimas e inspirações, é de Bruno Ilogti, responsável por “Sua Cara” e “Double Dutchess”, da Fergie.

O Portal Giro bateu um papo exclusivo com a artista, entre as perguntas, falamos sobre histórias na adolescência, inspirações, homofobia e a repercussão desse seu mais novo sucesso, “Indestrutível”. Leia a seguir:

Portal Giro – A narrativa do disco, no geral, é muito animada, e a canção “indestrutível” por sua vez, é ambientada em memórias dolorosas com uma temática mais social. Concluir o álbum “Vai Passar Mal” com um clipe tão poderoso e impactante estava em seus planos desde o início do projeto?

Pabllo Vittar – A gente foi decidindo conforme as coisas iam acontecendo, sabe? Avaliando a opinião dos fãs e sempre pensando na melhor forma de fazer algo legal, com conteúdo e com muita representatividade. Fico tão feliz em ter fechado este disco impactando pessoas positivamente.

Portal – Imaginamos que receba muitas mensagens sobre homofobia, pois você é atualmente a maior ícone de representatividade no Brasil, mas gostaríamos de saber se após o lançamento do clipe vieram respostas mais positivas e esperançosas?  

 Sim, com certeza! Depois do lançamento do clipe tenho recebido muitas mensagens de pessoas e fãs que passaram pelas mesmas situações, ou parecido. A mensagem que a música transmite esta ajudando a superar e transformar momentos ruins em algo que os tornam mais fortes. E, de verdade, é isso o que importa no fim do dia.

Portal – Bruno Llogti, foi também diretor do sucesso “Sua Cara”, como foi construir o roteiro desse clipe tão emotivo e diferente de todos os seus outros trabalhos?

 Deu bastante trabalho, pois queríamos transmitir a verdade em todas as cenas – que são partes da minha vida. Mas não desejávamos que fosse algo totalmente triste e sim com aquela conotação do gostinho de superação. Exatamente como acontece com a minha vida agora.

 

Portal -O clipe é uma representação fiel a suas histórias na adolescência?

 Algumas das situações do clipe aconteceram comigo, mas também representa o que pessoas ao meu redor passam e passaram e todos os dias.

Portal – Assim como “Indestrutível”, outras canções servem como inspiração para a comunidade LGBTS, graças à mensagem de superação e aceitação. Você tem algum clipe/música que te fortalece e inspira a ser quem você é verdadeiramente?

 Olha, é muito difícil escolher uma quando todas são muito importantes, sabe? Mas eu acho que o trabalho que as minhas manas, Glória, Aretuza, Lia e outras drags fazem é muito relevante pro meio LGBT.

 Portal – O clipe/canção é um grito contra o preconceito e homofobia, você acredita que o silêncio intensifica a mensagem e a agressividade da homofobia?

 Eu acho que o silêncio não intensifica a agressividade, ele faz com que apenas uma voz seja ouvida.  A minha forma de manifestação é ser quem eu sou. Esse é o meu grito contra a homofobia, quebrando o silêncio.

Portal – O Brasil é o país que mais mata LGBT’s no mundo, em sua opinião o que falta para a nossa sociedade viver de uma maneira mais igualitária e respeitosa?

  Eu acho que falta um pouco mais de empatia e respeito pelo próximo, sabe? Entender que somos pessoas diferentes com histórias diferentes, mas lutando pelas mesmas coisas.

Confiram o clipe:

 

 

 

Crédito da foto: Evento Loreal - Créd. Fernanda Tiné