Enquanto alguns clubes nadam em cifras, outros ‘vendem o almoço para comprar a janta’

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Futebol brasileiro vive fase ‘8 ou 80’ no que diz respeito ao bolso

Enquanto alguns clubes do Brasil nadam em cifras como o exemplo do Palmeiras e do Flamengo, outros ‘vendem o almoço para comprar a janta’. A situação da maioria dos grandes clubes do país é delicada e as vezes até desesperadora, como o exemplo do Fluminense, Vasco, Santos e até o Corinthians, que apesar de ter conseguido construir seu próprio estádio, conquistar títulos importantes, ainda capenga nas finanças.

Com infinitas possibilidades para capitalizar recursos, Palmeiras e Flamengo abriram o cofre neste início de ano. Gabigol e Arrascaeta indo para o time da Gávea e em contrapartida o time paulista conseguindo repatriar Ricardo Goulart que estava jogando na China desde 2015. A negociação do rubro-negro com o Cruzeiro para que Arrascaeta pudesse ser do Fla girou em torno de R$ 27 milhões divididos em três parcelas, ajudando a equipe mineira a quitar pendências com jogadores que já faziam parte do elenco.

Gestões que visam apenas o resultado dentro de campo tem tropeçado e quem está se adaptando a modernização do futebol brasileiro através de estudos atrelado a profissionalização de alguns setores cruciais para o andamento do esporte, estão tendo grandes resultados a médio e longo prazo, como foi o caso do Flamengo na gestão do ex-presidente, Eduardo Bandeira de Mello, que valorizou as categorias de base e mudou a cara do Ninho do Urubu, CT do rubro-negro carioca.

No Palmeiras não foi só o dinheiro que fez o clube se destacar entre os demais times paulistas, mas também a gestão inteligente do ex-presidente Paulo Nobre, ganhando um grande patrocínio master depois que surge a Crefisa, do casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, que dizem ser palmeirenses de coração. O dinheiro ajuda (e muito) no dia a dia dos clubes, mas a principal ferramenta é a administração – não adianta gastar mais do que arrecada.

Planos para sócio-torcedor também estão mudando pensando em lotar cada vez mais os estádios, múltiplas formas de fidelização surgem na nova era e quem abraça as novas idéias do mercado fica a frente dos demais.

Como os clubes se afogaram em dívidas?

No caso do Fluminense, a saída da Unimed ao final de 2014 foi crucial para que o clube não conseguisse controlar suas finanças, que durante a parceria com a empresa citada conquistou títulos importantes e contou com grandes jogadores no elenco. Atualmente o tricolor carioca sofre do descrédito perante aos empresários e até de jogadores, que já recusaram ser transferidos para as Laranjeiras, como exemplo do Roger Guedes, ex-palmeiras, com passagem pelo Atlético-MG e atualmente na China.

Já o Corinthians entrou no vermelho principalmente depois da construção do seu estádio, utilizado na Copa do Mundo realizada no Brasil, em 2014. As dívidas se juntam a contratações caras e ao ciclo vicioso de focar apenas em resultados dentro de campo. O novo presidente do clube, Andrés Sanchez, pouco antes de assumir o mandato que dura até 2020 prometeu um patrocínio master e cumpriu o mesmo para o início desta temporada. O novo patrocinador poderá fazer com que a equipe respire mais aliviada neste ano.

A falta de um patrocínio master é como se fosse um carrinho por trás nos principais times do país, mas que com o crescimento da economia brasileira e principalmente a valorização do real, estes poderão voltar a aparecer nas camisas mais tradicionais do Brasil.

A valorização dos jogadores revelados dentro de casa é super fundamental quando falta uma marca forte no uniforme (e sempre, mesmo que não falte) pelo fato de equipes europeias estarem sempre de olho em jovens promissores e a ambição destes em jogarem campeonatos como a Liga dos Campeões. Conseguindo vender esses jovens por um bom valor de mercado, esse dinheiro pode ser revertido para cobrir o déficit monetário, livrando aos poucos o clube que vive situações delicadas, do vermelho.

Depois de vender para se livrar das cobranças, o clube então começa a pensar em reformular o elenco e voltar a competir em alto nível dentro de campo (mas nem sempre funciona dessa forma).

Vale lembrar que estar entre os mais ricos do país não quer dizer que isso reflita ao patamar de ter contas saudáveis. Ser rico envolve tudo que o clube tem, mas o que ele tem pode não estar nem pago ainda.

Quais são os clubes mais saudáveis do Brasil?

Os que desfrutam desse nível econômico são os que já se intitulam mais que um clube, uma marca, um negócio, uma empresa, chame como quiser… A verdade é que quanto mais séria for a gestão, mais resultados aparecem a longo prazo – nada é da noite pro dia.

A Chapecoense que viveu uma tragédia em 2016, conseguiu reformular seu elenco de maneira forçada pelo triste fato que todos tem conhecimento e hoje é um dos times que menos devem no Brasil. O novo Athlético-PR é considerado um dos mais poderosos do país, tendo seu estádio e sendo tratado com seriedade por seus gestores.

Estar brigando nas cabeças não é sinônimo de estar bem financeiramente. Alguns estão ‘comendo pelas beiradas’ e podem começar a surpreender nas próximas temporadas.


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2 Comentários
  1. Gabriel Malheiros de Araújo Diz

    Saudações Jeferson,

    Lamacchia e Leila Pereira são palmeirenses e donos da Crefisa. Claro que a gestão do Palmeiras está muito qualificada na área do marketing, assim como o Flamengo. O novo Athlético-PR vem pelas beiradas, podendo continuar surpreendendo nos próximos anos, assim como em 2018, quando foi campeão da Copa Sul-Americana.

    Quem se adapta as novas ideias do mercado tem grandes resultados a longo prazo, não há dúvidas.

    Abraços, até domingo!!!

  2. Jeferson Diz

    Não entendi o “se dizem palmeirenses”??

    E além das cifras pelo patrocínio master, a média de publico, o avanti e as vendas dos produtos alavancam o palestra no caminho certo.?

    Ah, e a impressora foi presente do molusco com o nosso dinheiro!!

    Sds

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