Empreendedorismo feminino: Crescimento em meio às adversidades

Em 2020 foi registrado um aumento de 40% de mulheres que se tornaram empreendedoras. No entanto, apesar do crescimento, ainda há alguns desafios, principalmente durante a pandemia.
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Por: Richard Stoltzenburg

Em 2020 foi registrado um aumento de 40% de mulheres que se tornaram empreendedoras. No entanto, apesar do crescimento, ainda há alguns desafios, principalmente durante a pandemia. De acordo com o levantamento feito pelo Sebrae, as mulheres com filhos, foram as mais impactadas no período. A Juliana Avila, co-fundadora da MarketingChef, é mais um desses casos. Além de empreendedora, é mãe do Bento e retrata como é a rotina de trabalho e a importância de uma rede de apoio.

“Diria que não é função pra qualquer um! Você aprende a mexer com dinheiro, pessoas e situações que em nenhuma escola vai te ensinar.  Você precisa administrar e ser muitas “áreas” ao mesmo tempo. Principalmente quando não possuí muitos recursos no início e uma rede de apoio”.

Durante o período da maternidade, a situação era ainda mais complicada, relatou a empreendedora. “Foi o período mais desafiador pra mim. Era como se eu estivesse pilotando um carro, e tinha que abastecer com ele em movimento, na época o meu envolvimento com a empresa era ainda grande, e alinhar trabalho com a rotina de um bebê foi bem estressante. Eu não queria parar de trabalhar, mas também queria ser uma supermãe com o meu filho. Foi difícil entender e amadurecer essa fase”, relatou.

Além das dificuldades como dona de casa e empreendedora, as mulheres ainda encontram outros pontos que geram ainda mais apreensão no dia a dia. Dentre eles estão: preconceito, problemas relacionados a autoconfiança e a jornada dupla.  Juliana comenta avalia o empreendedorismo no Brasil. “Apesar de ser estarmos ganhando espaço, ainda temos muito a desenvolver. Ainda vivemos em uma sociedade patriarcal e dentro disso há muito o que desconstruir.” Conclui.

Mesmo com tantas adversidades, no Brasil, o levantamento realizado pela Global Entrepreneurship Monitor, feito com 49 países, apontou que o Brasil ficou na sétima posição no número de mulheres na frente de empreendimentos iniciais.

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