Foto: Reprodução

Em reunião do G20, Trump diz que Acordo de Paris ‘mata a economia’ dos Estados Unidos

Trump e Bolsonaro abordam o tema ambiental durante encontro virtual do G20, o grupo de países com as maiores economias do mundo
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Durante o encontro virtual do G20 que aconteceu neste domingo (22), ambos os presidentes, Jair Bolsonaro e Donald Trump tiveram falas marcantes durante seus discursos. Trump, em um momento de transição de governo e perda de apoio político criticou o Acordo de Paris, o qual se deixaram formalmente no início deste mês tornando-se o primeiro país a se retirar de um pacto internacional contra as mudanças climáticas afirmando que o mesmo era um acordo unilateral e injusto, “|Retirei os Estados Unidos do injusto e unilateral Acordo do Clima de Paris, um ato muito injusto para os Estados Unidos”, disse Donald Trump.

“O acordo de Paris não foi projetado para salvar o meio ambiente. Foi projetado para matar a economia americana. “Eu me recuso a entregar milhões de empregos americanos e enviar trilhões de dólares americanos aos piores poluidores e agressores ambientais do mundo, e é isso que teria acontecido.” Disse Trump ainda em seu discurso. A política econômica do presidente tem defendido agressivamente a indústria de combustíveis fósseis, questionado a ciência da mudança climática e enfraquecido outras proteções ambientais.

Ainda durante o encontro do grupo do G20 o presidente do Brasil Jair Bolsonaro afirmou que vai “continuar protegendo” a Amazônia, o Pantanal e todos os outros biomas do país, acenando para novas possibilidades de assumir novos compromissos na área ambiental, uma vez que pressões internacionais e principalmente vindo da nova postura do novo presidente eleito dos EUA Joe Biden.

“Estamos construindo um país aberto para o mundo, disposto não apenas a buscar novos acordos comerciais, mas também a assumir novos e maiores compromissos nas áreas do desenvolvimento e da sustentabilidade”, afirmou o presidente. “Ao mesmo tempo em que buscamos maior abertura econômica, estamos cientes de que os acordos comerciais sofrem cada vez mais influência da agenda ambiental” continuou Bolsonaro.

É a primeira vez em que vemos a figura do presidente assumir publicamente uma posição mais branda em relação a agenda. Até agora, Bolsonaro vinha em contramão a tradição brasileira, e sustentando discursos negacionistas a crise climática e polêmicos como o que ocorreu em setembro, na abertura da assembleia anual da Organização das Nações Unidas (ONU), onde afirmou que, tanto na Amazônia como no Pantanal, “índios e caboclos” são os responsáveis pelas devastadoras queimadas, sem citar fatores como a ação de fazendeiros, garimpeiros e madeireiros.

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Trabalho infantil no Mundo aumenta pela primeira vez em 20 anos

No relatório Trabalho Infantil: estimativas globais de 2020, tendências e o caminho a seguir, divulgado pelas duas instituições por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, destaca-se a necessidade de medidas para combater a prática, que poderá ser agravada pela pandemia.

Comentários estão fechados.