Créditos: Miriam Jeske/CPB

Em mais um dia de Paralimpíadas, Brasil fica a um pódio de chegar as 100 medalhas na história dos Jogos

O país soma 99 conquistas na história dos Jogos. A tão esperada 100ª medalha deve sair no sétimo dia de competições.
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Nesta segunda-feira (30), o Brasil se aproximou ainda mais das 100 medalhas conquistadas em toda sua história de Paralimpíadas. O país soma agora 35 medalhas nos Jogos de Tóquio, com 11 ouros, oito pratas e 15 bronzes. Está na sexta colocação no quadro de medalhas geral.

Foram dois representantes nacionais no pódio do lançamento de disco. Elizabeth Gomes confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro com a marca de 17,62m – novo recorde mundial da prova. Já Claudiney Batista dos Santos também ficou com o lugar mais alto do pódio. Ele conseguiu os quatro melhores resultados da prova, em seis tentativas.

No tênis de mesa, Bruna Alexandre conquistou a prata, a primeira medalha brasileira na disputa individual do tênis de mesa na Paralimpíada de Tóquio, após ser superada na final pela chinesa naturalizada australiana Qian Yang por 3 sets a 1.

Teve muita emoção no atletismo com o velocista Vinícius Rodrigues, que conquistou a prata na corrida dos 100 metros, com o tempo de 12s05. Por apenas um centésimo de diferença o atleta não conquistou o ouro, que ficou com Anton Prokhorov, do Comitê Paralímpico Russo (CPR), com a marca de 12s04.

Beth Gomes bate o recorde mundial e conquista o ouro no lançamento de disco

Elizabeth Gomes confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro no lançamento de disco, na classe F52, dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, com a marca de 17,62m – novo recorde mundial da prova. As ucranianas Iana Lebiedieva (15,48m) e Zoia Ovsii (14,37m) completaram o pódio.

Aos 56 anos, a paulista foi a última a fazer seus lançamentos e superou suas adversárias logo na primeira tentativa ao cravar 15,68m. Mesmo com a medalha garantida no peito, Beth seguiu competindo até alcançar a marca que lhe valeu o ouro e o recorde mundial.

Elizabeth era jogadora de vôlei em 1993 quando foi diagnosticada com esclerose múltipla. Demorou para aceitar a doença até conhecer o basquete em cadeira de rodas, em Santos. Descobriu o atletismo no mesmo local onde treinava. Beth é a atual recordista mundial do lançamento de disco.

Claudiney dos Santos se torna bicampeão paralímpico

Com um lançamento de 45m59, Claudiney Batista dos Santos conquistou mais uma medalha de ouro para o Brasil. O favoritismo do atleta no lançamento de disco classe F56 (cadeirantes) se confirmou: ele conseguiu os quatro melhores resultados da prova, em seis tentativas.

Além do triunfo, o mineiro bateu novamente o recorde paralímpico. Ele também é dono do recorde mundial (46m68). O pódio do lançamento de disco teve também o indiano Yogesh Kathuniya, que fez um lançamento de 44m38, medalha de prata, e o cubano Leonardo Aldana, que levou o bronze com um lançamento de 43m36.

A classe F56 abrange atletas com sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação. Claudiney teve sua perna esquerda amputada após um acidente de moto em 2005. Antes do acidente ele praticava halterofilismo. A entrada no atletismo foi em 2006.

Tênis de mesa: Bruna Alexandre é prata após jogo duro com australiana

Bruna Alexandre conquistou a prata, a primeira medalha do Brasil na disputa individual do tênis de mesa na Paralimpíada de Tóquio, após ser superada na final pela chinesa naturalizada australiana Qian Yang por 3 sets a 1, na classe V10 (atletas andantes). É a segunda medalha da brasileira em Paralimpíadas, ela faturou o bronze na Rio-2016

No primeiro set, a brasileira chegou a abrir cinco pontos de vantagem, chegando a ter um set point a seu favor. A australiana, no entanto, reagiu com boas respostas ao saque. O primeiro set terminou em 13 a 11 para Yang.

A catarinense voltou para o segundo set abrindo quatro pontos de vantagem, chegando a 4 a 0. Sua adversária chegou a diminuir a vantagem, mas não adiantou: a parcial fechou em 11 a 6, igualando o placar em 1 a 1.

O terceiro set começou com Bruna novamente abrindo vantagem: chegou a marcar 4 a 1, mas Qian Yang reagiu e empatou em 4 a 4. O set continuou disputado com empates em 5 e em 6 pontos, mas o set foi da australiana que venceu por 11 a 7, voltando a liderar o placar em 2 sets a 1.  

Na parcial seguinte, a brasileira reequilibrou o jogo, aproveitando os erros da adversária. A adversária pediu tempo para esfriar a partida. No retorno, reassumiu o controle, fechando o set em 11 a 9, e garantindo o ouro com vitória por 3 sets a 1.

Por um centésimo a mais, Vinícius Rodrigues é prata nos 100m em Tóquio

Em uma corrida de recuperação, o velocista Vinícius Rodrigues conquistou a medalha de prata na corrida dos 100 metros T63 (amputados de membros inferiores), com o tempo de 12s05. Por apenas um centésimo de diferença o brasileiro não conquistou o ouro, que ficou com Anton Prokhorov, do Comitê Paralímpico Russo (CPR), com a marca de 12s04. O terceiro lugar ficou com o alemão Leon Schafer (12s55).

Recordista mundial dos 100 m da classe T63, com o tempo de 11s95, o representante nacional era considerado favorito para a prova, uma vez que lidera o ranking da categoria. Em 2019, ele foi bronze no Mundial de Dubai.

Natural de Maringá (PR), Vinícius Rodrigues teve uma perna amputada em decorrência de um acidente de moto que teve aos 19 anos. A motivação pelo atletismo veio após a visita que recebeu, quando ainda internado, da velocista Terezinha Guilhermina, também é medalhista paralímpica.

Alessandro Rodrigo da Silva é prata no arremesso de peso F11

O Brasil obteve mais uma prata no atletismo na Paralimpíada de Tóquio 2020. Dessa vez, no arremesso de peso Classe F11 (deficientes visuais), com Alessandro Rodrigo da Silva. O paulista de Santo André, que ficou cego devido a toxoplasmose, conseguiu fazer um arremesso de 13m89, distância superada apenas pelo iraniano Mahdi Oladi, que obteve a medalha de ouro com um arremesso de 14m43.

Em 2019, o brasileiro foi ouro no lançamento de disco e bronze no arremesso de peso, durante o mundial de Dubai. Chegou também ao lugar mais alto do pódio nessas duas modalidades nos Jogos Parapan-Americandos Lima 2019.  A coleção de medalhas do atleta inclui, ainda, as obtidas no lançamento de disco do Mundial Londres (2017) e dos Jogos Paralímpicos Rio 2016; e dois ouros no arremesso de peso e lançamento de disco dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, em 2015.

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Comentários estão fechados.