AHMED JALLANZO / EPA - EFE - ARQUIVO

Ebola pode ressurgir anos depois em pessoas que se recuperaram da doença, diz estudo

O surto da doença em Guiné, neste ano, foi de pessoas que já haviam sido contaminadas com o vírus cinco anos atrás.
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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus Ebola é um dos mais letais do planeta, com taxa de mortalidade de 50%, podendo chegar em até 90% nos locais com o sistema de saúde mais fragilizado. Mesmo assim, sobreviver a esta doença, não significa que o paciente esteja livre do vírus.

De acordo com um artigo divulgado pela revista “Nature”, no começo deste ano, a Guiné enfrentou um novo surto de Ebola, entre os dias 14 de fevereiro e 19 de junho. Estes novos casos, surgiram sete anos depois do país ter sofrido uma epidemia da doença e, de posteriormente, a OMS ter declarado a região livre do vírus.

Entretanto, a sequência do genoma dos novos casos, indica que eles não são resultados de uma nova contaminação, ou seja, a doença não passou novamente de um animal para um ser humano. A linhagem deste ano, mostra que as pessoas que sobreviveram ao Ebola, mantiveram o vírus em seu organismo durante o período de cinco anos, e assim a doença voltou a se manifestar em 2021.

Outro fator que da legitimidade a esta conclusão, é que o vírus encontrado nos pacientes de 2021 é idêntico ao da antiga epidemia. Após tantos anos, era esperado que ele sofre-se algumas mutações, porém, depois de ter ficado “escondido” no organismo dos humanos, isto não ocorreu.

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