A Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias e a Reserva Biológica Estadual de Araras (Rebio-Araras) firmaram, nesta semana, uma parceira para mapear e monitorar áreas com maiores índices de incêndios florestais. Um drone da Defesa Civil será utilizado para estudar as regiões. A cooperação faz parte do Plano de Inverno 2018, organizado pela Secretaria, com o objetivo de reduzir o número de focos de incêndios florestais nas áreas mais sensíveis da cidade e estabelecer um plano de ação para agilizar a resposta às ocorrências.

Esta semana, as equipes já atuaram em conjunto e com o uso do drone: no interior da Rebio-Araras o equipamento norteou as equipes que estavam a mais de um quilômetro. Com o drone foi possível avaliar e se antecipar a um possível regresso do fogo, que havia sido extinto naturalmente durante a madrugada.

“Todos os instrumentos devem ser usados para prevenir os incêndios florestais e é fundamental que todos os órgãos estejam preparados para atuar. As ações preventivas são muito importantes em uma cidade com as características de Petrópolis. A implementação do Plano Inverno garantiu ao município, em 2017, o prêmio de Cidade Resiliente, oferecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o que confirma que estamos no caminho certo”, destaca o prefeito Bernardo Rossi.

Dados do 15° Grupamento de Bombeiro Militar de Petrópolis comprovaram a eficácia do trabalho preventivo: em 2017, foram 126 casos de fogo em vegetação contra 150 do ano anterior. Vistorias estão previstas para serem feitas ainda neste mês e contarão com a utilização de um drone da Defesa Civil, que vai sobrevoar as áreas mais propícias a incêndios florestais. Os estudos vão possibilitar às equipes conhecer melhor a região, possibilitando uma rápida atuação no combate ao fogo.

“Por ter muitos locais de mata fechada, a unidade de conservação nos possibilita, em algumas regiões, pouquíssimas opções de trajeto e condições para se chegar até o foco. Com esta parceria, podemos estudar os locais e ver, antecipadamente, como devemos atuar para combater um incêndio que venha atingir uma área de difícil acesso. Estes estudos são importantíssimos e vem a contribuir demais com os nossos planos, que já obtiveram resultados excepcionais no ano passado”, explica o secretário de Defesa Civil, coronel Paulo Renato Vaz.

A cooperação entre a Defesa Civil e a Rebio Araras também em plano de prevenção de incêndios florestais possibilitou troca de experiências entre as equipes e fez parte das ações de 2017.

“A prevenção é, sem dúvidas, a melhor alternativa, mas quando não se consegue evitar e o incêndio começa, o tempo de resposta é fundamental para minimizar os danos sobre a biodiversidade. Nesse sentido, o monitoramento dessas áreas é uma ação primordial para mapear os acessos e levantar informações. O drone ajudará muito, pois chega facilmente a áreas de difícil acesso a pé, conferindo maior eficiência à ação e uma grande economia de recursos”, diz a chefe da Rebio-Araras, Isabela Bernardes.

Parceria já permitiu mapeamento de área atingida por incêndio nesta semana
Um incêndio consumiu uma área de mais de seis hectares de vegetação no interior da unidade de conservação de Araras, na noite da última terça-feira (01.05). Na manhã seguinte, o monitoramento realizado com o drone da Defesa Civil auxiliou as equipes que estavam a mais de um quilômetro, para avaliar e se antecipar a um possível regresso do fogo, que havia sido extinto naturalmente durante a madrugada.

“Estávamos realizando o monitoramento a mais de um quilômetro do local do fogo, em linha reta. Se tivéssemos que ir a pé até lá, a distância seria muito maior, considerando que o caminho seria de subidas e descidas. Além disso, era uma área de mata fechada, sem acessos abertos. Seria muito demorado e difícil para chegarmos lá”, conta a chefe da Rebio-Araras, que agradeceu o apoio da Defesa Civil e do 15º Grupamento de Corpo de Bombeiros.

A principal suspeita é de que o fogo tenha iniciado por causa de um balão. De acordo com a Lei Federal 9.695, a pena para quem fabrica, vende, transporta ou solta o artefato, que possa causar incêndio florestal, é de detenção de um a três anos (Art. 42). De acordo com o artigo 48 da lei Estadual 3.467/2000, a multa pode chegar a R$10 mil.

Fonte: Prefeitura de Petrópolis

Crédito da foto: Divulgação / Ascom PMP