Foto: Alexandre Schneider

Diretor do Butantan diz que Brasil poderia ter sido o 1º no Mundo a iniciar vacinação

Dimas ainda disse que o Governo Federal não respondeu a oferta realizada pelo Instituto Butantan, que caso aceita diversas vidas poderiam ter sido salvas com a imediata aplicação dos imunizantes.
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O diretor geral do Instituto Butantan, Dimas Covas afirmou nesta quinta-feira (27) durante depoimento na CPI da Covid ao Senado Federal, que a unidade ofereceu no mês de julho do ano de 2020, 60 milhões de doses ao Ministério da Saúde para que fossem entregues no último trimestre do ano passado.

Dimas ainda disse que o Governo Federal não respondeu a oferta realizada pelo Instituto Butantan, que caso aceita diversas vidas poderiam ter sido salvas com a imediata aplicação dos imunizantes. Ainda em 2020, porém, no mês de agosto, o Butantan pediu auxílio ao Ministério da Saúde para arcar com os custos do estudo de desenvolvimento da vacina CoronaVac no Brasil e recursos para construir uma nova fábrica de imunizantes. “Todas essas iniciativas não tiveram respostas positiva. Diziam apenas que iriam avaliar, ver a situação epidemiológica do país”, afirmou Dimas.

No dia 7 de outubro de 2020, o Instituto Butantan ofereceu 100 milhões de dose, sendo que 46 milhões seriam produzidas até o fim do ano de 2020. Covas ainda citou que ouviu do ex-ministro Eduardo Pazuello, em uma reunião com os governantes na qual o então titular da pasta anunciou uma compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, e que esse imunizante seria “A vacina do Brasil”. Logo após este ato, Pazuello foi obrigado a voltar atrás por determinação do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro.

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