A Doença Renal Crônica (DRC) é uma doença progressiva que acomete os rins impedindo que eles exerçam suas principais funções: equilibrar as substâncias químicas, manter os ossos calcificados e controlar a produção de glóbulos vermelhos. De maneira geral, existem três explicações para sua origem: doenças primárias dos rins, doenças sistêmicas que também acometem os órgãos e patologias do trato urinário ou urológico.

Segundo a organização global do Dia Mundial do Rim (World Kidney Day), entre 8 e 10% da população adulta possui algum tipo de dano nos rins, e a cada ano milhões de pacientes morrem prematuramente de complicações em decorrência de DRC. A doença não apresenta sintomas específicos, o que dificulta o rápido e preciso diagnóstico. Uma das ferramentas para evitar isso, entretanto, é a radioatividade presente nos exames da chamada Medicina Nuclear.

“Essa especialidade médica utiliza como princípio substâncias radioativas conhecidas como radiofármacos, compostos desenvolvidos para carregar átomos com quantidades mínimas de radiação até partes específicas do corpo. Dessa forma, os médicos conseguem visualizar com detalhe determinadas partes do organismo em pleno funcionamento”, explica do médico nuclear Ênio de Freitas Gomes, fundador e diretor do Grupo Núcleos, pioneiro em Medicina Nuclear no Distrito Federal.

Um dos exames apontados por ele específicos para aferir a saúde dos rins é a cintilografia renal estática, que é feita com a substância chamada DMSA-99mTc e se apresenta como um dos mais eficazes procedimentos para detectar lesões renais e para monitorar a resposta aos tratamentos de casos de infecções no trato urinário ou em portadores de refluxo vesicoureteral.

“Quando injetada no sistema circulatório do paciente, essa substância radioativa é capaz de se concentrar apenas nas células sadias do órgão, no caso o rim, destacando-as na imagem obtida pelo equipamento de medicina nuclear chamado Gama Câmara”, aponta o médico.

Em doenças como a Doença Renal Crônica, leva-se um tempo para que o órgão pare de funcionar e apresente sintomas clínicos, daí a importância dessas informações antecipadas. Isso é fundamental para saber o quanto os danos avançaram, ou seja, é preciso saber se o rim ainda tem alguma funcionalidade.

Outro radiotraçador útil à Medicina Nuclear é o DTPA-99mTc, “o indicado se quisermos saber se, por exemplo, o fluxo sanguíneo e a função renal estão satisfatórios e se as vias excretoras estão pérvias em crianças com hidronefrose, ou mesmo em pacientes com rins transplantados”, explica Gomes. Simplificando, a substância permite indicar se o rim funciona em perfeitas condições.

“Em linhas gerais, a Medicina Nuclear contribui, de forma efetiva, na escolha de um tratamento ágil e apropriado de doenças renais e do trato urinário, evitando ou retardando o aparecimento da DRC. Na fase tardia da doença, se o transplante renal se faz necessário, ela continua sendo útil para o manejo de eventuais complicações da natureza clínica ou cirúrgica”, finaliza o especialista.

Sobre o Grupo Núcleos
Pioneiro na prestação de serviços em Medicina Nuclear no Centro-Oeste, o Núcleos foi o primeiro serviço da especialidade a conquistar o certificado ISO 9001 na região. Para o Grupo, a Gestão pela Qualidade traduz seu compromisso com a precisão e, mais que isso, com a vida. Com corpo clínico altamente qualificado e parque tecnológico de ponta, é constituído por clínicas estrategicamente posicionadas. Como parceiro da comunidade médica, apoia e participa de iniciativas científicas, como Simpósios e Congressos.