Dia Mundial da Anosmia: além de Covid-19, perda de olfato pode indicar outras doenças graves

Sintoma que ficou amplamente conhecido durante a pandemia também pode estar relacionado à rinossinusite crônica grave, rinite, gripe e até enfermidades neurodegenerativas
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Dia 27 de fevereiro é lembrado como o Dia Mundial da Anosmia, definição médica para a perda completa do olfato. Apesar de o sintoma ter ficado amplamente conhecido durante a pandemia por se tratar de um dos indicativos de infecção pelo novo coronavírus, o otorrinolaringologista pela Universidade de São Paulo (USP), Marcio Nakanishi, alerta que ficar sem sentir cheiros pode também estar relacionado à rinossinusite crônica com pólipo nasal (RSCcPN) e outras doenças, como rinite, gripe e enfermidades neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.

Segundo o especialista, a perda de olfato pode ocorrer por três mecanismos: condutivo, neurossensorial e central, presentes em conjunto ou isoladamente. “A rinossinusite é um exemplo de doença na qual temos duas dessas manifestações. Há a perda condutiva, por existir um bloqueio que impede a chegada do odor na região olfatória, e a neurossensorial, quando as células perdem suas funções decorrente da inflamação do sistema olfatório na cavidade nasal”, explica.

Para Marcio Nakanishi, é possível confundir as doenças por conta desse sintoma em comum. Por isso, além de um diagnóstico completo, estar atento para as diferenças entre a anosmia causada por elas é importante. “A anosmia causada pela Covid-19 acontece de forma súbita e pelo menos metade dos casos apresenta recuperação espontânea. Já a provocada pela rinossinusite crônica grave com pólipos nasais costuma ter início insidioso, progredir lentamente e a melhora está associada com uso de medicações que reduzam a obstrução do nariz e a inflamação na região do sistema olfatório”, alerta.

Além disso, um estudo recente avaliou mais de 52 mil voluntários com Covid-19 respondentes de um questionário em 23 países e demonstrou que a anosmia é o melhor preditor para detectar a infecção pelo novo coronavírus[i]. Por isso, o otorrinolaringologista alerta para o fato de que os pacientes com rinossinusite crônica com pólipo nasal que ficam sem olfato perdem esse importante marcador. “A melhor maneira de você sinalizar que está com Covid-19 atualmente é a anosmia. Portanto, as pessoas que tem rinossinusite e estão com alteração do olfato acabam mais vulneráveis por não apresentarem esse sintoma que pode até ser até de proteção”, explica.

Rinossinusite crônica com pólipo nasal

A rinossinusite crônica (RSC) é uma das condições médicas crônicas mais comuns, presente em 2% a 4% da população adulta e caracterizada pela inflamação das vias aéreas superiores, nariz e seios paranasais[ii]. A RSC é classificada em dois grupos: RSC com pólipo nasal (RSCcPN) e RSC sem pólipo nasal (RSCsPN)[iii].

A doença é uma das enfermidades causadas pela inflamação tipo 2, uma resposta exagerada do sistema imunológico do paciente contra um elemento irritante ou alérgeno, como antígenos, poluição, fumaça de cigarro ou até mesmo estresse emocional[iv],[v],[vi]. Por isso, muitos pacientes com RSCcPN apresentam também outras enfermidades relacionadas a esse mesmo processo inflamatório[vii],[viii]. Aproximadamente 50% também têm asma, o que pode levar a um risco aumentado de crises de asma7,8.. De 15% a 50% dos pacientes com pólipos nasais apresentam também dermatite atópica7,8.

Além da redução ou perda de olfato e paladar, outros sintomas caracterizam a RSCcPN, como nariz entupido ou congestionado, dor facial e secreção nasal. Estudos revelam que os pacientes com a doença têm sono ruim, com ronco e má respiração; alterações de humor, incluindo fadiga e tristeza; e baixa produtividade no trabalho e nas atividades diárias[ix],[x],[xi].

O tratamento para rinossinusite crônica com pólipo nasal é realizado de acordo com a gravidade da doença. Para os casos mais leves, indicam-se corticoides intranasais, que podem não fornecer o alívio adequado em situações mais graves[xii]. Em diagnósticos moderados, há a opção de ciclos curtos de corticoides via oral que não são recomendados para uso de longo prazo em função de seus efeitos colaterais11. Nos casos mais graves, é realizada uma cirurgia de remoção dos pólipos[xiii]. No entanto, até 40% de todos os pacientes apresentam recorrência do pólipo dentro de 6 meses após a intervenção12.

Para os casos de adultos que falharam à tratamentos prévios, ou que são intolerantes ou com contraindicação à corticosteroides sistêmicos e/ou cirurgia, desde o ano passado há uma nova opção de terapia aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Dupixent® (dupilumabe), medicamento biológico da Sanofi Genzyme.

O otorrinolaringologista chama atenção para a importância do diagnóstico e tratamento adequado. “O diagnóstico e tratamento precoces são importantes para evitar a progressão da inflamação, a perda definitiva do olfato e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, alerta.

Sobre a Sanofi Genzyme

A inovação para a ciência é um dos pilares da Sanofi Genzyme, a unidade de negócios global de doenças de alta complexidade da Sanofi, focada em cinco áreas: doenças raras, esclerose múltipla, oncologia, imunologia e doenças raras do sangue.

Dedicada a transformar os novos conhecimentos científicos em soluções para os desafios de saúde, com tratamentos para doenças normalmente difíceis de diagnosticar e caracterizadas como necessidades médicas não atendidas, a Sanofi Genzyme foi a primeira a desenvolver terapia de reposição enzimática para doenças de armazenamento lisossômico (LSDs).

Fundada como Genzyme em Boston (Estados Unidos) em 1981, rapidamente cresceu para se tornar uma das principais empresas de biotecnologia do mundo. A Genzyme tornou-se parte da Sanofi em 2011.

Sobre a Sanofi

A Sanofi se dedica a apoiar as pessoas ao longo de seus desafios de saúde. Somos uma companhia biofarmacêutica global com foco em saúde humana. Prevenimos doenças por meio de nossas vacinas e proporcionamos tratamentos inovadores para combater dor e aliviar sofrimento. Nós estamos ao lado dos poucos que convivem com doenças raras e dos milhões que lidam com doenças crônicas.

Com mais de 100 mil pessoas em 100 países, a Sanofi está transformando inovação científica em soluções de cuidados com a saúde em todo o mundo.

Sanofi, Empowering Life, uma aliada na jornada de saúde das pessoas.

Este material é dirigido exclusivamente à imprensa especializada como fonte de informação. Recomenda-se que o conteúdo não seja reproduzido integralmente. As informações veiculadas neste documento têm caráter apenas informativo e não podem substituir, em qualquer hipótese, as recomendações do médico ou farmacêutico nem servir de subsídio para efetuar um diagnóstico médico ou estimular a automedicação. O médico é o único profissional competente para prescrever o melhor tratamento para o seu paciente.


[i] The best COVID-19 predictor is recent smell loss: a cross-sectional study (Valentina Parma et al ). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7386529/pdf/nihpp-2020.07.22.20157263.pdf

[ii] Langdon C, Mullol J. Nasal polyps in patients with asthma: prevalence, impact, and management challenges. J Asthma Allergy. 2016;9:45-53.

[iii] Chaaban MR, Walsh EM, Woodworth BA. Epidemiology and differential diagnosis of nasal polyps. Am J Rhinol Allergy. 2013;27(6):473-78.

[iv] N. A. Gandhi, B. L. Bennett and N. M. Graham, “Targeting key proximal drivers of type 2 inflammation in disease,” Nature Reviews Drug Discovery, vol. 15, no. 1, pp. 35-50, 16 October 2016.

[v] S. Carr, E. Chan, and W. Watson, “Eosinophilic esophagitis,” Allergy, Asthma & Clinical Immunology, vol. 14, no. Suppl 1, p. 58, 2018

[vi] J. W. Steinke and J. M. Wilson, “Aspirin-exacerbated respiratory disease: pathophysiological insights and clinical advances.,” Journal of Asthma and Allergy, vol. 9, pp. 37-43, 2016.

[vii] Khan A, et al. The Global Allergy and Asthma European Network (GALEN) Rhinosinusitis Cohort: A Large European Cross-Sectional Study of Chronic Rhinosinusitis Patients with and Without Nasal Polyps. Rhinology. 2018 Jun 17.

[viii] Cahill, K.N., et al. Automated identi­cation of an aspirin-exacerbated respiratory disease cohort. J Allergy Clin Immunol. 2017;139(3): 819-825.

[ix] Stull DE, Roberts L, Frank L, HeithoK. Relationship of nasal congestion with sleep, mood, and productivity. Curr Med Res Opin. 2007 Apr;23(4):811-9.

[x] Stewart, M., Ferguson, B., Fromer, L. Epidemiology and burden of nasal congestion. Int J Gen Med. 2010; 3: 37-45.

[xi] Nordin S et al. Eects of smell loss on daily life and adopted coping strategies in patients with nasal polyposis with asthma. Acta Otolaryngol. 2011 Aug;131(8):826-32.

[xii] Newton JR, Ah-See KW. A review of nasal polyposis. Ther Clin Risk Manag. 2008;4(2):507-12.

[xiii] DeConde AS, Mace JC, Levy JM, Rudmik L, Alt JA, Smith TL. Prevalence of polyp recurrence after endoscopic sinus surgery for chronic rhinosinusitis with nasal polyposis. Laryngoscope. 2017;127(3):550-555 b. n=63

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