Depressão, tristeza e falta de ânimo podem ser sintomas de deficiência dos chamados “hormônios da felicidade”

Alimentação equilibrada, atividade física, sono regulado, entre outros ajudam a aumentar os níveis de serotonina e dopamina no organismo.
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Em meio a uma pandemia mundial – que já convivemos há mais de um ano com a luta contra o coronavírus -, é difícil manter tudo funcionando perfeitamente: uma alimentação equilibrada, uma rotina de atividades físicas, o sono regulado. Mas essas são justamente medidas que podem contribuir para aumentar a produção de dois neurotransmissores capazes de atuar no nosso cérebro e estimular reações, como a felicidade, por exemplo. Sintomas como depressão, tristeza e falta de ânimo, que vimos aumentar neste período, também podem significar deficiências nos níveis de serotonina e dopamina no organismo. Eles são dois dos neurotransmissores chamados de “hormônios da felicidade”.

“Não existe uma receita pra felicidade, mas alterações nessas duas substâncias químicas naturais, a serotonina e a dopamina, podem aumentar ou diminuir nossas sensações”, frisa o médico Daniel Falcone, especialista em nutrologia.

A serotonina é produzida no cérebro, mas também no intestino, e tem a capacidade de fazer com que as pessoas sintam alegria atuando na regulação do humor, além da regulação do sono. Ela é produzida a partir de um aminoácido, o triptofano, e por isso, segundo o médico, a alimentação e intestino equilibrados são fundamentais para sua produção.

“Manter um intestino saudável e uma alimentação equilibrada é o melhor começo, sem dúvidas! Vale lembrar que depressão, irritabilidade, melancolia, insatisfação e labilidade emocional (que é causada por alterações genéticas, experiências negativas na infância ou lesões cerebrais provocadas por traumatismo craniano ou outras doenças) podem ser sinais de deficiência”, alerta Daniel.

Já a dopamina é um neurotransmissor com uma ação complexa, segundo o especialista. Ele tem responsabilidades diversas: atua no sistema de recompensas do cérebro, provocando motivação, alegria, prazer e disposição positiva de humor. E atua também na função motora.

“Quando a dopamina está atuando mal é comum perceber insatisfação contínua, diminuição da performance cerebral, física e sexual, depressão. Ela é produzida a partir de um aminoácido chamado tirosina. Mas simplesmente usar alimentos ricos em tirosina não resolvem os problemas. O sono regulado é fundamental para a eficácia da dopamina. Práticas de medidas de controle de estresse, atividade física e equilíbrio nos hormônios são fundamentais. Deficiência de testosterona, por exemplo, também pode prejudicar muito a ação da dopamina no sistema de recompensas. Por isso a baixa de testosterona está associada a depressão”, destaca Falcone.

O médico ainda lembra que em caso de apresentar qualquer sintoma o ideal é procurar um especialista, que vai orientar sobre o melhor tipo de alimentação e de atividade para cada pessoa aumentar os níveis de serotonina e dopamina no organismo.

Fonte: Divulgação

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