O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, assinou um acordo com o Rio Ônibus, na manhã desta sexta-feira. No documento, o valor da passagem aumenta dos atuais R$ 3,60 para R$ 3,95. Pelo termo de compromisso, o novo valor da tarifa, de R$ 3,95, só poderá ser cobrado dez dias após o sindicato das empresas retirarem ações judiciais que movia contra o Executivo municipal.

“O que todos precisam entender é que nós estamos há um ano e meio sem reajuste. E ainda assim, nós temos uma das passagens mais baratas da região. Em São Paulo, por exemplo, há um subsídio de R$ 3 bilhões, a população coloca esse valor para que a passagem, que seria de R$ 6,66 fique em torno de R$ 4,00. Pelos nossos estudos, a fórmula paramétrica apontava para uma tarifa de R$ 4,05 e nós conseguimos negociar e reduzir para R$ 3,95”, disse Crivella, no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul carioca.

De acordo com a prefeitura, uma das contrapartidas é a climatização de toda a frota até 2020. O Rio Ônibus informou que vai fornecer informações que tornarão transparentes os dados como faturamento, lucro e custos das empresas. Já os consórcios se comprometeram a fornecer balancetes trimestrais de suas operações contábeis e financeiras.

“A caixa preta não vai continuar. Os números do Rio Ônibus serão divulgados: quantos ônibus estão rodando, quais linhas estão trafegando, quantas pessoas estão passando nos coletivos, quem são os universitários, quem são os idosos, quem são as pessoas com deficiência, enfim, tudo isso será transparente. É importante vocês notarem isso: caixa preta nunca mais”, completou o prefeito.

Segundo Crivella, foi enviado o acordo para análise da Justiça que, por sua vez, entendeu caber ao Poder Público Municipal a tarefa de decidir quais medidas devem ser implementadas. Os consórcios passam a ter a obrigação de, em até 24 horas, assumir o controle de pelo menos metade das linhas operadas por uma empresa que venha a descumprir o contrato de concessão. A recomposição integral dessas linhas deverá ocorrer no máximo em 30 dias.

Fonte: O DIA