Crítica do filme “A Médium”, por Edgar Borges

O Pop Fun agradece à Paris Filmes pelo convite para a cabine de imprensa do filme.
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Estreia nos cinemas por todo o país a partir de hoje, longa de terror tailandês aposta na claustrofobia de câmera e crenças populares com vigor, para deixar o público na ponta do assento dos cinemas. Mas, será que alcança o objetivo ?

O terror da introspecção

Em âmbito muito geral, os filmes de terror asiáticos são construídos a partir das relações. Seja entre seus protagonistas entre si, seja com uma entidade ou causa sobrenatural, mas este, é o elo de ligação, ou fio condutor para suas tramas, que, diferem dos efeitos e glamoures de Hollywood.

A explanação feita, serve para reforçar que você não assistirá uma personalidade extremamente bem conhecida diante das câmeras, mas sim, à rostos desconhecidos, quase amadores, que nos deixam mais imersos em sua trama. Melhor que isso, vejamos sua sinopse, para entendermos melhor:

“No filme, o espectador conhecerá a história de Nin, a médium de uma pequena comunidade, e seus desafios para tentar salvar a sobrinha Mink de comportamentos estranhos que põe em dúvida, se, de fato, entre eles está a Deusa com a qual buscavam contato e canalização ou  algo mais  sinistro.”

Sustos e homenagens

Um dos mais importantes aspectos para o gênero do terror, é sua cinematografia, o jeito de contar a história através das lentes, pelo ponto de vista de seu diretor, e é algo que Banjong Pisanthanakun faz, e faz bem, optando pelo estilo documental de filmagem, que nos causa angústia, calafrios e repulsa em certas cenas, até mesmo para os amantes mais ferrenhos do terror.

Este mesmo estilo, pôde ser observado no terror espanhol REC – Nunca pare de gravar (2007), época bem próxima de seu outro belíssimo trabalho anterior; Espíritos – A Morte está ao Seu Lado (2004). Mostrando a assinatura própria do diretor, porém, sob outra ótica.

Veredito

Após assistirmos ao longa, temos certeza de estarmos diante de uma obra que não têm medo (piada não intencional), de apostar no gore, mostrando o lado mais temeroso de quando o dom se transforma em maldição.

Mediunidade, também é o ato de tornar-se uma porta, e, portas abrem para ambos os lados, sem nunca, nos deixar seguros do que, ou quem está do ouro lado, e, exige uma boa preparação para este compromisso espiritual. Banjong Pisanthanakun nos mostra toda essa tortuosa e aterrorizante jornada de uma família em busca de salvação.

Além de sua excelente fotografia, o timing de seus sustos, a música que torna-se outro importante elemento, o elenco e os ângulos de câmera entregam uma bela obra, mas, que, ainda assim, peca, talvez, pelo excesso de sua violência gráfica, e pequenas incoerências na narrativa.

Nota : 7,0.

O Pop Fun agradece à Paris Filmes pelo convite para a cabine de imprensa do filme.

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