CRAS oferece oficina de gastronomia para pacientes do SOC

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Integrar e trabalhar as habilidades dos idosos atendidos pelo Sanatório Oswaldo Cruz (SOC). É com este objetivo que a equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Corrêas realizou, nesta quarta-feira (12.09), mais uma oficina com idosos. As oficinas acontecem a cada duas semanas e, nesta etapa, o tema foi culinária. Os oito pacientes do SOC puderam aprender como é a produção de pizza.

“É muito gratificante ver a felicidade no olhar de cada um dos atendidos. O CRAS tem exatamente este papel: buscar a integração de pessoas que estejam em uma situação de vulnerabilidade. Neste sentido, estamos incentivando estes trabalhos que fazem estas pessoas sorrirem e nos deixam cheios de orgulho”, disse a secretária de Assistência Social, Denise Quintella, que acompanhou a oficina e ainda experimentou a pizza produzida por um dos atendidos.

Esta foi a oitava edição da oficina para idosos neste ano. Ela é realizada pelo Grupo de Convivência do CRAS, que também atua em parceria com a comunidade e o CIEP Cecília Meirelles, na assistência e elaboração de atividades com estudantes. Os itens usados na oficina foram cedidos pela clínica e as dicas passadas pelo grupo.

“Na oficina com os idosos, trabalhamos a psicóloga e eu, além da terapeuta da própria clínica. Elaboramos um cronograma de atividades que possam trabalhar e desenvolver as habilidades, integrando-os a temas interessantes. Já estamos pensando nas próximas ações e, daqui a 15 dias, estaremos oferecendo a oficina de dança”, disse a pedagoga do CRAS Corrêas, Betissa Vianna.

Para a professora Márcia Mahler estas atividades são muito importantes para o desenvolvimento intelectual dos idosos. Ela trabalha semanalmente com a educação deles diretamente na clínica, fazendo desde a alfabetização até a preparação para provas de Ensino Médio.

“Tenho meu pai internado no SOC e conheço, de perto, a importância que tem eles terem a possibilidade de sair da clínica nem que seja por algumas horas e poder ter contato com este trabalho. Percebemos a felicidade deles e, com certeza, isso os ajuda demais”, disse a professora.

O paciente M. G., de 48 anos, está sendo atendido pelo SOC há quatro anos. Ele conta que as oficinas vêm para animar seus dias e mudar sua rotina. “É uma grande diversão, cada vez que venho aqui. Somos todos tratados com muito carinho, amor e atenção pelas equipes. Às vezes, ficamos tristes por estarmos distantes de nossas famílias, mas, quando saímos, como é o caso daqui, nosso astral muda”, disse.

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