Divulgação/Governo de São Paulo

Concessões aeroportuárias terão valores menores O Terminal de Barra do Garças, no estado do Mato Grosso, foi retirado do Bloco Centro-Oeste, assim como o custeio do Programa de Adequação de Efetivo (PDV) da Infraero

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A quinta rodada de concessões aeroportuárias do Governo Federal, que inclui 13 aeroportos, terá alterações, de acordo com a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) do Ministério dos Transportes. Entre as mudanças estão a redução do requisito mínimo de habilitação técnica do operador, a retirada do Aeroporto de Barra do Garças (MT) e da exigência de indenização à Infraero do Bloco Centro-Oeste, referente ao custeio do Programa de Adequação de Efetivo da estatal. Além disso, houve o aumento dos valores que a Infraero receberá dos demais blocos.

Em relação à redução do requisito mínimo de habilitação técnica do operador aeroportuário, para o Bloco Nordeste agora será exigida a experiência em aeroportos com no mínimo 5 milhões de passageiros/ano – antes a exigência era de 7 milhões. Para os demais blocos (Sudeste e Centro-Oeste), a exigência será de 1 milhão de passageiros/ano – anteriormente eram 3 milhões. O novo mecanismo considera as peculiaridades de cada bloco, além de promover maior concorrência no leilão.

Outra alteração foi a retirada do Aeroporto de Barra do Garças (MT) do Bloco Centro-Oeste, que passa a ser composto por quatro aeroportos: Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta. A retirada do aeroporto regional foi necessária para melhorar a atratividade econômico-financeira do Bloco, de modo a garantir os investimentos nos demais terminais e beneficiar os passageiros. O futuro concessionário dos terminais do Centro-Oeste não terá que pagar indenização à Infraeroreferente ao custeio do Programa de Adequação de Efetivo da estatal.

A respeito dos incentivos à concorrência, a SAC expediu nova diretriz de política pública à ANAC com o objetivo de permitir a participação no leilão de empresas compondo consórcios diferentes para os diferentes blocos. É importante lembrar que, diferentemente das rodadas anteriores, agora não há qualquer tipo de vedação concorrencial, sendo que um mesmo consórcio/empresa pode se sagrar vencedor de todos os blocos de aeroportos leiloados.

Também houve o aumento dos valores que a Infraero receberá dos demais blocos. Essa alteração decorreu da atualização do custo médio por empregado enquadrado nos programas da estatal, voltados para esse fim, e dos quantitativos de empregados alocados em cada aeroporto, resultando no valor total de R$ 388 milhões a ser depositado diretamente na conta da empresa pública, sendo 67% maior do que o anteriormente programado.

NOVOS VALORES – Os três blocos tiveram reajustes tanto nos investimentos previstos, que aumentaram, quanto nas outorgas fixas iniciais e nos percentuais da parcela da outorga variável, que reduziram cerca de 50% ou mais. O Centro-Oeste teve a maior variação, passando de R$ 10,4 milhões para R$ 2,3 milhões o lance mínimo do leilão. Já a parcela variável reduziu de 2,1% para 0,5% da receita bruta da concessionária. Assim como na rodada anterior, não há participação da Infraero.

A tabela abaixo resume os novos valores de outorga e investimentos previstos para essa 5ª rodada:

 

BlocoAeroportosOutorga InicialOutorga VariávelInvestimentos Previstos
NordesteRecife/PER$ 173 mi8,3% da Receita BrutaR$ 2,14 biR$ 858 mi
Maceió/ALR$ 412 mi
Aracaju/SER$ 253 mi
João Pessoa/PBR$ 269 mi
Juazeiro do Norte/CER$ 193 mi
Campina Grande /PBR$ 155 mi
Centro-OesteCuiabá/MTR$ 2,3 mi0,5% da Receita BrutaR$ 763 miR$ 533 mi
Sinop/MTR$ 85 mi
Rondonópolis/MTR$ 73 mi
Alta Floresta/MTR$ 72 mi
SudesteVitória/ESR$ 33,1 mi6,2% da Receita BrutaR$ 630 miR$ 319 mi
Macaé/RJR$ 311 mi

ETAPAS – Os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para os 13 aeroportos foram protocolados no Tribunal de Contas da União (TCU) no último dia 23 de julho. A versão entregue ao Tribunal trouxe importantes alterações, com base nas 684 contribuições recebidas na consulta pública realizada em conjunto pela SAC e ANAC durante os meses de junho e julho deste ano.

Os Estudos agora passarão pela análise e aprovação do TCU, que pode solicitar outros ajustes, correções e aprimoramentos. A expectativa do Governo Federal é realizar o leilão ainda este ano.

Os estudos atualizados podem ser acessados integralmente na página do Ministério – clique aqui.

Fonte: Ministério dos Transportes

Crédito da foto: Divulgação/Governo de São Paulo

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