Foto: Alerj

Comissão da Alerj exige presença do Prefeito de Petrópolis para explicar destino dos R$ 30 milhões

O prefeito chegou a pedir para um procurador municipal receber o documento, mas a intimação era pessoal a Bomtempo e, portanto, não poderia ser recebida por um outro funcionário.
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A Comissão de Acompanhamento da Tragédia de Petrópolis aprovou por unanimidade uma nova convocação para o prefeito da cidade, Rubens Bomtempo comparecer às audiências públicas. O prefeito faltou à convocação desta terça-feira (17) e irritou os parlamentares. Diante disso, uma equipe de técnicos da comissão foi levar pessoalmente ao prefeito uma nova intimação, mas Bomtempo se negou a recebê-la. O prefeito chegou a pedir para um procurador municipal receber o documento, mas a intimação era pessoal a Bomtempo e, portanto, não poderia ser recebida por um outro funcionário.

É uma atitude lamentável do prefeito, uma falta de respeito ao parlamento. E falta de respeito com o povo de Petrópolis também. É um absurdo ele não ter recebido a equipe de servidores com a intimação”, disse o deputado, presidente da Comissão.

Representantes da Defensoria Pública do Rio de Janeiro denunciaram na reunião a falta de uma política de distribuição dos benefícios sociais por parte da Prefeitura de Petrópolis. Segundo a promotora Luciana de Almeida Lemos, até 25 de abril passado somente 168 famílias haviam recebido o Aluguel Social – e o cartão Recomeçar, pronto para ser distribuído pelo Estado para as famílias adquirirem bens, ainda aguarda a listagem de beneficiados feita pela prefeitura.

“Cabe ao município o envio da lista dos beneficiados, e ainda há muitas pessoas que podem receber o benefício e não o buscam simplesmente por não saberem que têm direito”, disse Luciana.

O deputado Rodrigo Amorim confirmou com o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Julio Saraiva, que as cestas básicas encontradas pela comissão no Sindicato dos Comerciários eram realmente cedidas pelo governo federal. Segundo o secretário, originalmente eram 8.750 cestas, que haviam sido depositadas primeiramente em um galpão em Mesquita, na Baixada Fluminense, à disposição da Prefeitura de Petrópolis.

“Com todo o respeito devido aos comerciários de Petrópolis, creio que não tem sentido algum um sindicato privado ficar responsável pela distribuição de cestas para as vítimas, é mais um erro e um desleixo da Prefeitura de Petrópolis”, disse Amorim.

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