Vinicius Magalhães/Firjan

Com pandemia de coronavírus, indústrias da região Serrana têm queda na produção do 1º trimestre e atingem o pior nível desde 2010

Pesquisa da Firjan mostra que empresas de Petrópolis e Teresópolis registraram ociosidade recorde por paralisação da produção

Pesquisa da Firjan mostra que empresas de Petrópolis e Teresópolis registraram ociosidade recorde por paralisação da produção

As indústrias de Petrópolis e Teresópolis, que compõe a regional Serrana da Firjan, registraram queda na atividade produtiva do 1º trimestre do ano com 28,1 pontos. Este é o pior resultado registrado desde o início da série em 2010 e é 17,5 pontos menor do que o valor apurado no 4º trimestre de 2019. Com isso, a demanda por produtos foi atendida por estoques (45,3). Os dados estão na pesquisa da Sondagem Industrial divulgada pela federação nesta sexta-feira (8).

O cenário é reflexo do avanço da pandemia de coronavírus e a redução das atividades nas indústrias. Cancelamento de pedidos, queda de faturamento e paralisação da produção são os principais impactos que a crise da Covid-19 provocou nas empresas, — quadro semelhante em quase todas as regiões fluminenses.

A capacidade instalada das indústrias das duas cidades reduziu de 67% para 52,2%, e também atingiu a pior marca da série histórica. Vale lembrar que os resultados apurados pela Sondagem Industrial no 4º trimestre de 2019 apontavam para a retomada do crescimento e a possibilidade de novas contratações e investimentos.

“A indústria do estado do Rio apresentava lento crescimento, mas saia de uma recessão que por anos atrapalhou o desenvolvimento da economia fluminense. Contudo, a paralisação forçada é um balde de água fria para a indústria, que só deverá retomar o mesmo ritmo no médio prazo”, explica a analista de Estudos Econômicos da Firjan, Carolina Neder.

Diante das dificuldades, os empresários da região se viram em questão delicada quanto à situação financeira de suas empresas (40,8), o que levou ao mesmo nível de 2018 com margem de lucro baixa (40,0) e dificuldade de acesso ao crédito (30,4) ainda maior.

Quanto ao futuro, os resultados dos últimos meses deixam os industriais com dúvidas sobre o que poderá ocorrer ao longo de 2020. A pesquisa mostra que quase todos os

indicadores chegaram ao seu menor patamar. A demanda por produtos industriais registrou 25,0 pontos, reduzindo a expectativa da compra de matéria-prima

(28,3) e contratação de empregados (32,5). A possibilidade de novos investimentos (26,7) também teve redução de 32,2 pontos frente ao registrado pela pesquisa no último período de 2019. Neste caso, todos os resultados da região Serrana são abaixo da média registrada no Estado do Rio e no Brasil. Somente a expectativa por exportações (41,7) não segue a mesma linha.

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