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COI tem 4 semanas para decidir se irá adiar Jogos de Tóquio

O Comitê Olímpico Internacional (COI) terá quatro semanas para tomar uma decisão sobre os Jogos de Tóquio-2020 e cogita um possível adiamento, mas descarta cancelar o evento, informou neste domingo (22) o presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, em carta aos atletas.

“Iniciamos conversas com todos os sócios para estabelecer um balanço rápido do desenvolvimento da situação sanitária e seu impacto nos Jogos Olímpicos, incluindo um cenário de adiamento”, escreveu Bach após uma reunião extraordinária da comissão executiva do COI.

“Confiamos em finalizar estas conversas nas próximas quatro semanas”, completou. “Um cancelamento dos Jogos destruiria o sonho olímpico de 11.000 atletas de 210 comitês nacionais olímpicos, da equipe de refugiados e dos atletas paralímpicos, continuou.

O COI completou em seu comunicado que “um cancelamento não está na agenda”.

Entre os diferentes cenários contemplados, o COI deve decidir entre manter o evento nas datas previstas (24 de julho a 9 de agosto) ou adiá-lo em alguns meses, um ano (2021) ou até mais.

Há várias dias, o COI, com sede em Lausane, na Suíça, tenta acalmar os ânimos em relação aos Jogos de Tóquio, enquanto que o número de falecidos por coronavírus no mundo se multiplica, em meio a medidas de isolamento da população adotadas em diversos países, afetando cerca de 1 bilhão de pessoas.

Sob pressão desde o pedido público de adiamento dos Jogos apresentado pela poderosa Federação Americana de Natação, a USA Swimming, que recebeu o apoio da também influente Federação de Atletismo dos Estados Unidos, o COI consultou no sábado (21) os diferentes comitês nacionais olímpicos sobre o impacto da crise sanitária sobre a preparação dos atletas.

Nos últimos dias, outros grandes eventos esportivos anunciaram adiamentos, como a Eurocopa-2020 e a Copa América-2020 de futebol, que serão disputadas agora em 2021. Roland Garros, Grand Slam de tênis da França, anunciou que passará de maio para setembro.

Fonte: AFP

Crédito da foto: AFP/Arquivos / FABRICE COFFRINI

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