O Clube de Leitura Leia Mulheres completará nesta quarta-feira (05) dois anos de existência. O encontro, que ocorre sempre nas primeiras quartas-feiras de cada mês, na Casa Cláudio de Souza, tem como objetivo trocar ideias e impressões sobre leituras previamente realizadas. Outro ponto alto da iniciativa é dar mais espaço para criações do mundo literário, e artístico em geral, feitas especialmente por mulheres, ou seja, valorizando cada vez mais a arte sob o olhar do público feminino, e diminuindo a desigualdade de gênero nos segmentos.

Para comemorar mais este aniversário a convidada especial é a autora, dramaturga, roteirista e diretora de teatro Marcia Zanelatto, que falará sobre seu percurso e os desafios da mulher na literatura. Além disso, uma leitura dramatizada feita por atrizes, da peça​ teatral de sua autoria intitulada “De Peito Aberto”, também promete encantar os presentes.  O evento contará ainda com a apresentação do cantor e instrumentista Guido Martini (Tribo de Gonzaga).

Uma das freqüentadoras assíduas das reuniões é a micropigmentadora e visagista Linda Feitoza. “Acho importante sempre valorizarmos a literatura! Não é novidade a predominância dos homens em várias profissões, então é importante que destaquemos o talento de tantas mulheres. Além disso, as discussões durante os encontros são admiráveis com diversos pontos de vista e olhares sobre um mesmo tema! Muito enriquecedor! Por isso estou ansiosa para comemorar os dois anos do Clube de Leitura Leia Mulheres e convido a todos para conhecerem o projeto”, disse animada.  

Vale ressaltar que o evento é gratuito e aberto ao público. A Casa de Cláudio de Souza fica na Praça da Liberdade, 247, Centro. O espaço é uma subunidade do Museu Imperial. Para mais informações, entre em contato pelos telefones (24) 2231-5156 e (24) 2231-4722 ou pelo e-mail mimp.casaclaudiodesouza@museus.gov.br.

Sobre o movimento

O movimento no formato de Clube de Leitura teve como precursora a escritora britânica Joanna Walsh, que criou o projeto com foco em ler e discutir apenas obras produzidas por mulheres.  Segundo Walsh, devemos ler obras de escritoras e valorizar as profissionais do mundo editorial apreciando seus artigos.

Inspiradas nessa iniciativa, as brasileiras Juliana Gomes, consultora de marketing, e as jornalistas Juliana Leuenroth e Michelle Henriques, criaram o clube de leitura com o mesmo nome no Brasil. O primeiro encontro ocorreu, em São Paulo. Posteriormente, o projeto percorreu várias cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, até chegar a Brasília. Atualmente, trinta cidades acolhem o projeto, sendo Petrópolis a vigésima nona.

Sobre a palestrante

Márcia Zanelatto foi diretora da Companhia de Theatro Dança, de 1996 a 1999, com a qual fez os espetáculos “Afeto”, de Tereza Amoedo; “Marilda”, “Adão, “A história da culpa” e “Memorial de Afrodite”, os três últimos de sua autoria. Foi colaboradora de Domingos Oliveira em vários trabalhos, entre eles os filmes “Juventude” e “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”, a peça “Apocalipse segundo Domingos Oliveira”, além de ter atuado como diretora assistente em diferentes trabalhos.

Escreveu a peça infantil “O caminho do herdeiro griô” para a ONG Se Essa Rua Fosse Minha. Recebeu o Prêmio Shell de Melhor Texto de 2007 com “Largando o escritório”. Escreveu várias peças teatrais, como “A menor orquestra do mundo”, “Confronto” e “Tempo de solidão”. Escreveu as biografias da ativista Gabriela Leite, “Filha, mãe, avó e puta” e “Thammy: nadando contra a corrente – Cartografia de uma transexualidade.

Produz a turnê da peça “Tempo de solidão”, de sua autoria, com patrocínio do Circuito das Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Rio;ministra o workshop “O que você precisa saber sobre dramaturgia para escrever suas peças e filmes”, na CAL, e Coordena o curso de produção cultural para artistas da Cidade de Deus no projeto Circuito Itinerante/ Cultura Portátil, realizados pela Gestão Social de FarManguinhos.

 

Serviço:

Local: Casa de Claudio de Souza

Dia: 05/09

Hora: 18h às 22h