Conforme empatou com a Venezuela, muito se criticou o técnico Tite e o desempenho apático dos jogadores em campo. Pois bem, e, muito bem! A Seleção Brasileira goleou neste sábado, contra o Peru, na Arena Corinthians. Ao mesmo tempo que seguimos vivos rumo ao eneacampeonato da Copa América – e para manter a tradição de vencer o torneio continental em casa.

Entretanto Adenor Bacchi certamente é o cara da equipe quando Neymar não está em ação. Inegavelmente é quem acerta, erra, que é criticado e louvado quando o time empolga. Contudo Tite é dono de atitudes sensatas para não correr perigo, preferindo não ousar em suas apostas.

No momento em que a consistência defensiva somada à construção de boas chances é igual ao resultado transparecido através do equilíbrio coletivo no 4-1-4-1. Tanto que são utilizadas linhas altas para pressionar o adversário. Da mesma forma que ocorre o dinamismo entre o meio e a lateral. No lance que o atacante sai da área para marcar, – mas que também rouba a bola do goleiro e balança a rede.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Só para ilustrar: na partida deste sábado (22), cinco gols foram marcados por jogadores diferentes, que atuam desde o ataque até a defesa. Casemiro, que completou 400 jogos como profissional ao mesmo tempo que marcou pela primeira vez com a Amarelinha; Firmino, que enquanto fazia o gol avistava a classificação; Everton, que por conseguinte cavou a titularidade com meritocracia; Daniel Alves, o mais experiente do grupo; e por fim William, que foi convocado às pressas.

‘Titebilidade’ sob o comando da Seleção Brasileira

Sob o comando há três anos, Tite de fato têm em mãos seus “homens de confiança”, como o caso do William, que veste a 10 na competição. Gabriel Jesus, obediente dentro de campo, mas que em contrapartida não balança as redes desde a Copa do Mundo. Nesse ínterim, Daniel Alves, que com a braçadeira marcou o primeiro na “era Tite”. Sem esquecer do Casemiro, o homem do meio-campo – e que não perde há 7 anos com a Seleção Brasileira.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Se bem que a falta de conexão com a torcida pode até atrapalhar em determinados momentos. Portanto, não é vero que a Seleção Brasileira tenha uma identidade fracassada. Aguerrida, alegre e pra frente. Assim vemos no desempenho, – que em poucas circunstâncias não obteve sucesso no resultado final.

Tite tem uma excelente desenvoltura, mesmo que contestado atualmente. Ao todo são 38 jogos à frente da Seleção Brasileira: 30 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, totalizando aproveitamento superior a 80%. O que falta é um título e a eliminação para a Bélgica, na Rússia, deixou um gosto amargo. Rogério Caboclo, atual presidente da CBF, bancou a sequência no planejamento independente de quaisquer resultado. No entanto, não restam dúvidas que a conquista da Copa América servirá para dar confiança ao projeto Catar 2022.

Uma vez que classificada às quartas de final da Copa América, a Seleção Brasileira marcou oito vezes e não sofreu nenhum gol. Só que em 1995 foi a última vez que havia terminado a fase de grupos nessa condição, e, desde 1999 não marcava tantos gols.

Sem Casemiro, suspenso do próximo jogo com efeito de cartões amarelos, a Seleção Brasileira desembarca em Porto Alegre neste domingo (22), onde jogará na quinta-feira (27). O adversário ainda não está confirmado, pois depende do término da rodada. A partida eliminatória ocorrerá na Arena do Grêmio, às 21h30, contra o terceiro colocado do Grupo B ou C.