Cinoterapia leva alegria e descontração para pacientes em tratamento do câncer

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Há um ano e meio, a rotina de cinoterapia do Centro de Terapia Oncológica (CTO) foi intensificada pela Guarda Civil. Agora, toda terça, os golden retriever Chico e Jujuba são levados para promover um momento de alegria e descontração para quem espera por uma consulta ou para realizar uma sessão de quimioterapia. Não foi diferente na manhã desta terça (11.12), quando os cães, mais uma vez, roubaram a atenção e fizeram a alegria de pacientes em tratamento de câncer, acompanhantes e até de funcionários.

A cinoterapia acontece sempre na sala de espera, um local onde o nervosismo, a ansiedade, a angústia e o medo costumam se fazer presentes ao lado dos pacientes. Mas basta que os cães entrem no ambiente para causar uma mudança imediata no semblante de cada um deles. Foi o que aconteceu com Inês Figueiredo da Cruz.

Em 2013, ela descobriu em um exame preventivo o que nem a mamografia tinha apontado ainda. Um nódulo do lado direito do seio obrigou a fazer a seis sessões de quimioterapia e 30 de radioterapia. Hoje, está curada, mas faz o acompanhamento a cada três meses no CTO. Ela já conhecia Chico e Jujuba da última consulta que fez em setembro. Nesta terça, quando eles chegaram na sala de espera, trouxeram logo o sorriso ao rosto de Inês.

“Acho os cães muito lindos porque eles alegram a gente. Às vezes, a gente chega com problemas porque nem todo mundo aceita a doença. Na época em que descobri o câncer, eu não aceitei. Só depois que eu admiti que estava doente e comecei a me tratar. E com o cão aqui, a gente se alegra e isso incentiva a gente a continuar lutando”, diz ela.

Marcone Anesclar estava acompanhando a tia, Maísa de Fátima, que estava na primeira sessão de quimioterapia para tratar um câncer no intestino. Ela já estava no tratamento quando os cachorros chegaram, mas ele espera que Maísa consiga ter contato com eles nas próximas vezes que ela for ao CTO.

“Os cães fazem a alegria dos pacientes, dá uma ajuda para a recuperação deles, que esquecem os problemas. É importante demais, os cachorros são lindos”, afirma.

“A influência é muito positiva, os pacientes chegam aqui muitas vezes angustiados, com um exame na mão sem saber o que pode acontecer na consulta no médico. A vinda dos cachorros para cá, com um pulo no colo do paciente, um afago e um carinho do paciente e do cachorro, é positiva, tanto nos consultórios, quanto na minha sala e também na quimioterapia”, explica a psicóloga do CTO, Carolina Carvalhais.

Além do CTO, os cães são levados com regularidade para creches e asilos, sempre com o mesmo objetivo: levantar a autoestima de quem tem contato com os animais.

“Os cães trazem alegria, felicidade, descontração e o mais importante, a autoestima dos pacientes, que muitas vezes está em baixa. A gente percebe que vem aumentando com a presença dos cães. Os pacientes têm outro astral quando não só o Chico e a Jujuba entram na sala, mas também a equipe da Guarda”, ressalta o coordenador técnico do canil da Guarda Civil, Leandro Lopes.

Para o CTO, a realização da cinoterapia é uma forma de mostrar aos pacientes que a vida continua com as alegrias e, por isso, o paciente não deve viver só a doença.

“Para nós, que estamos há um ano e meio com o trabalho de cinoterapia no CTO, temos notado que os pacientes estão mais felizes e mais descontraídos, o que de certa forma acalma eles”, ressalta a oncologista e sócia do CTO, Carla Ismael.

“O paciente está aqui dentro do hospital, mas tem que viver a vida dele. Com o cachorro, que dá carinho, que corre de um lado para outro no quintal, mostra que o paciente, uma vez que voltou da consulta e do tratamento, é ele que tem que fazer isso também: as coisas que fazem ele feliz, aproveitar a vida, e não só esperar tudo do médico”, fala o oncologista Christian Domenge.

O comandante da Guarda Civil, Jeferson Calomeni, acompanhou a sessão de cinoterapia desta terça. Ele considera que essa ação não traz benefícios apenas para os pacientes, mas também consegue transformar a vida de cada agente envolvido com essa atividade. “Todos aqui são ajudados pelo impacto que eles causam. A presença dos nossos amigos de quatro patas é fundamental. É uma emoção e um prazer estar junto dessa missão”, afirma.

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