Foto: Divulgação

Chegada de meteorito a museu da UFRJ conta com financiamento da Faperj

Adquirida por meio de um movimento colaborativo para arrecadar doações, a rocha ficará em exposição ao público, principalmente pesquisadores e estudantes.
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

O terceiro maior meteorito do Brasil chegou ao Museu de Geodiversidade da UFRJ, na Cidade Universitária, Zona Norte da capital fluminense. A rocha tem por volta de 4,5 bilhões de anos e caiu no planeta há supostamente mais de mil anos, tendo sido descoberta onde hoje existe uma fazenda na cidade de Campinorte, em Goiás. O custo total para aquisição, logística de transporte e preparação do espaço no museu ficou próximo de R$ 365 mil, e a maior contribuição foi realizada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que doou R$ 350 mil.

Adquirida por meio de um movimento colaborativo para arrecadar doações, a rocha ficará em exposição ao público, principalmente pesquisadores e estudantes. A descoberta foi reconhecida pelo Meteoritical Bulletin (n° 99), em 2011, não havendo outro semelhante em todo o mundo. Composto basicamente por metais (ferro-níquel), como os já conhecidos Bendegó e Santa Luzia, o meteorito foi submetido a análises parciais – 20 gramas depositadas na UFRJ e 80 gramas cedidas à Universidade de Alberta, no Canadá.

De acordo com Maria Elizabeth Zucolotto, astrônoma do Museu Nacional/UFRJ, a universidade terá os três maiores meteoritos encontrados no Brasil.

– Eles são fragmentos de corpos extraterrestres; no caso, asteroides. Milhões de dólares são gastos para enviar sondas ao espaço e coletar amostras desse material, a exemplo da sonda Hayabusa, que recolheu poucas gramas do asteroide Itokawa. Sem quase custos em comparação, podemos estudar os corpos asteroidais e entender a formação e a evolução do sistema solar – disse a professora.

O meteorito é diferente de todos os outros existentes no mundo, sendo classificado como “não grupado” (ungrouped). E, segundo a astrônoma, de grande relevância científica.

– Nunca um meteorito com essa classificação foi devidamente estudado, e é uma peça de atração para museu devido ao seu tamanho – disse Zucolloto.

Para o diretor do Instituto de Geociências da UFRJ, Edson Farias Mello, uma amostra de uma dessas espécies é de suma importância:

– Os meteoritos guardam a memória dos instantes iniciais da formação da Terra. Isso porque são materiais originados no mesmo instante em que o planeta surgiu, conforme aceito pela Teoria do Big Bang. Ao contrário dos materiais terrestres, que sofreram muitas transformações desde sua formação, eles se mantêm inalterados. Por isso, fornecem com exatidão a idade da Terra.

Participaram do movimento colaborativo a Fundação Coppetec, o Museu de Geodiversidade, a Casa da Ciência da UFRJ, pesquisadores do Museu Nacional e diversas pessoas físicas que adotaram a ideia de ter o meteorito na UFRJ.

– Nosso objetivo foi trazer um importante patrimônio natural brasileiro que desejamos que continue em nosso país e seja um elemento para o avanço da educação em ciências – afirmou o presidente da Coppetec, Fernando Peregrino.

Criada em 1980, a Faperj é a agência de fomento à ciência, à tecnologia e à inovação do Estado do Rio de Janeiro. Vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, a agência visa estimular atividades nas áreas científica e tecnológica e apoiar de maneira ampla projetos e programas de instituições acadêmicas e de pesquisa sediadas no Estado do Rio de Janeiro. 

Fonte: Governo do Estado

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Comentários estão fechados.