Foto: Divulgação

Centro Universitário da Zona Oeste pode ser incorporado à Uerj

A Alerj vota em discussão única, nesta terça-feira (15)
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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota em discussão única, nesta terça-feira (15), a incorporação da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). É o que prevê o Projeto de Lei 5.071/21, apresentado pelo Governo do Estado. Por já ter recebido emendas parlamentares, o texto poderá ser modificado durante a votação.

Criada em 2009 e ocupando precariamente salas de um colégio público – o Instituto de Educação Sarah Kubitschek, em Campo Grande – a Uezo tem atualmente cerca de dois mil alunos, matriculados em 10 cursos de graduação e três de pós-graduação, distribuídos em cinco áreas: Biologia, Computação, Farmácia, Engenharias e Tecnologia em Construção Naval. O corpo docente é formado por 103 profissionais, todos com doutorado. A instituição também dispõe de 25 técnicos em laboratório, mas não conta com pessoal administrativo efetivo.

Durante evento na Uerj, o presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT) contou que foi convencido a apoiar a medida pela reitora da Uezo, Luanda de Moraes, que comemorou a apresentação do projeto. “Essa fusão representa a conclusão de um projeto de implantação de uma universidade pública na Zona Oeste e significa um tratamento mais igualitário para a população local, em relação às demais regiões atendidas pelo ensino público superior. Representa, ainda, a consolidação de uma política de inclusão numa das regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado”, disse a reitora.

Em audiência pública realizada em novembro do ano passado, ela ressaltou que o déficit de servidores efetivos impede que a universidade cumpra a sua missão. “A Uezo foi criada sem essa previsão de efetivos. O que nos faz ter rotatividade de funcionários extraquadro, prejudicando a memória institucional. Somente a incorporação nos permitiria cumprir nossa missão com plenitude. Todas as administrações que passaram apresentaram um compromisso enorme, mesmo com as limitações. A incorporação é a consolidação do projeto de democratização do ensino superior na Zona Oeste e em outros bairros periféricos, e seria um reconhecimento ao valor dos servidores, significa a esperança de continuar existindo”, afirmou Luana.

Para o presidente da Comissão de Educação, deputado Flávio Serafini (PSol), disse que a incorporação é fundamental para que a UEZO consiga superar as dificuldades. “Não enfrentamos o tema apenas como o debate sobre a incorporação, enfrentamos como o futuro do ensino superior na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A UEZO tem muitas dificuldades, como a concessão de bolsas ou a criação de um plano de cargos e salários. Queremos um planejamento para o ensino superior da Zona Oeste, uma região populosa e carente de equipamentos de ciência e tecnologia”, enfatizou.

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