Casa de Petrópolis é reaberta com exposição de artistas premiados internacionalmente

Mostra XIX XX XXI tem acervo de 19 pintores, escultores e fotógrafos.

Reaberta nesta quarta-feira (21), a Casa de Petrópolis Instituto de Cultura mantém em cartaz a Exposição XIX XX XXI, que reúne obras de artistas consagrados no Brasil e no mundo, num encontro que trafega entre os séculos e mistura muita beleza pelos cômodos do espaço. A mostra tem em seu catálogo obras de 19 pintores, escultores e fotógrafos, reunidas peloprestigiado artista plástico Luiz Áquila, curador da exposição. Para garantir a segurança de seus visitantes, o local conta com um rigoroso protocolo de cuidados contra à Covid-19. 

“Disponibilizamos álcool em gel e protetores para os pés, temos limite de visitantes dentro do espaço por vez e mantemos um protocolo de limpeza redobrado para garantir que o espaço esteja apto para receber os nossos visitantes. Queremos tornar a visitação uma experiência completa para o usuário e garantir um espaço seguro faz parte disso. A Casa está completamente preparada para que as pessoas conheçam não apenas a sua parte externa, como também o seu interior e a Exposição XXI XX XXI”, explica a diretora do espaço, a historiadora Rachel Wider. 

A mostra, que marca a reinauguração da Casa de Petrópolis, mantém um acervo plural com telas, fotografias e esculturas que provocam e encantam o público, cuidadosamente escolhidos pelo seu idealizador e organizador. Luiz Áquila selecionou artistas consagrados no Brasil e no mundo com nomes como Beatriz Milhazes, Burle Marx, Djanira, Laura Cavalcantti, Antonia Dias Leite, Jeannete Priolli, entre outros.

“Essa exposição é uma viagem no tempo, do século XIX ao século XXI. Na própria Casa existem pinturas murais e diversos retratos do século XXI. E, ao mesmo tempo que o público é impactado pela beleza do espaço, trafega pelas obras de artistas da produção artística brasileira. Sem sombra de dúvidas é um passeio bonito, sedutor e que agrada a todos os públicos”, destaca Áquila.

Conheça um pouco mais sobre os artistas que expõem na casa: 

Adriano Mangiavacchi
Adriano Mangiavacchi é pintor. Estudou pintura em Roma e Milão. Frequenta o ateliê livre da Armação. Em 1970, vem para o Brasil e em 1973 inicia curso livre de pintura de Luiz Aquila na UCP. Participa de diversas exposições no Brasil e no exterior.

Alcides da Rocha Miranda

Arquiteto do Iphan, pintor, desenhista, professor da FAU USP, fundador da UNB juntamente com Darcy e Anísio Teixeira e outros professores intelectuais. Tem obras construídas em Brasília, São Paulo, Minas Gerais e, no Rio de Janeiro, em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. 

Ana Rondon

Artista plástica e arte educadora. Suas obras cerâmicas expressam a questão do corpo como tema atávico. Experimenta novas maneiras de lidar com as argilas em acabamentos e brunimentos que exploram a sensação táctil da pele humana. 

Antonia Dias Leite

Misturando subjetividade e visceralidade tátil, suas fotos retratam um senso de interioridade enquanto confrontam questões coletivas como gênero, sexualidade, corpo humano, sua força física e metafórica, bem como sua relação com a realidade de impermanência terrena. 

Athos Bulcão

Pintor e escultor, Athos Bulcão foi colaborador em obras do arquiteto Oscar Niemeyer e Cândido Portinari. Realizou, entre outros, o projeto de painéis de azulejos e vitrais para a Igreja Nossa Senhora de Fátima e para o Palácio do ltamaraty, em Brasília, e relevos para o Memorial da América Latina, em São Paulo. 

Babinski

Natural de Varsóvia, na Polônia, Maciej Babinski chegou ao Brasil em 1953. É gravador, ilustrador, pintor, desenhista e professor. Com diversas exposições no Brasil e exterior, também atuou como professor da Escolinha de Artes no Brasil e UNB.

Beatriz Milhazes

É uma importante artista plástica brasileira e uma das mais valorizadas na atualidade.Seu repertório estrutural inclui a abstração geométrica, o carnaval e o modernismo. Destaca-se internacionalmente nos EUA e Europa e integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan em Nova York. 

Bel Figueira de Mello

A artista se dedica à cerâmica há anos e trabalha com o barro respeitando o tempo estipulado por ele e brincando com a beleza das cores. Para a artista, cujas colheres chamam atenção do público, esses objetivos “nos permitem recolher, reunir e distribuir”.

Burle Marx

Conhecido mundialmente pelos incríveis jardins, Roberto Burle Marx acumula um currículo extenso sendo também arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias e decorador. Foi um dos pioneiros do jardim moderno e o mais completo artista de sua geração. 

Claudio Kuperman

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor de artes plásticas. Paulista, viveu em Paris na Cité Internacionale des Arts. No Rio de Janeiro construiu importante obra pictórica e também foi professor no MAM-Rio e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Daniel Senise

Pintor e gravador. Em 1980, ingressa como aluno na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde, entre 1986 e 1991, leciona no Núcleo de Pintura. Estuda com John Nicholson (1951) e Luiz Aquila (1943), e participa da exposição Como Vai Você Geração 80?, com extensa carreira no Brasil e no exterior.

Djanira

Pintora, desenhista, cartazista e gravadora. Sempre recorreu a cores vibrantes para retratar o Brasil, seus costumes, os ofícios, trabalhadores e camponeses. Sua obra enraizada no Brasil, também foi reconhecida internacionalmente. Ela foi uma artista dos artistas, sempre admirada e estimulada por seus colegas modernos.

Jeannette Priolli

Pintora e desenhista, Jeannette Priolli, foi aluna de Bonadei, Marcelo Grassman e Darei. Expôs no Museu de Arte de São Paulo em 1975 e a partir daí desenvolve carreira criativa e multifacetada. Jeannette trafega por várias linguagens na arte, desde obras figurativas até monumentais pinturas geométricas. 

John Nicholson

John mudou-se para o Rio em 1977, depois de se graduar na Universidade de Houston e na Universidade do Texas, nos EUA. Iniciou a carreira de professor de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1980, ano em que participa de diversas mostras coletivas no Rio.

Julia Miranda

Pintora, desenhista e ilustradora. Estudou Graffic Design em Brighton-UK. Atualmente vive em Londres e em seu ateliê usa suporte tradicional e outros como cortes de madeira, portas, lençóis e embalagens de papel. Esses materiais descartados ganham camadas de histórias, em processos de reapropriação.

Lauro Cavalcanti
Arquiteto, antropólogo e escritor, Lauro Cavalcanti escreveu vários livros sobre arquitetura, estética e sociedade, além de ter organizado diversas coletâneas sobre o assunto. É conselheiro da Casa Lucio Costa e da Fundação Oscar Niemeyer.

Luiz Aquila

Luiz Aquila é artista-plástico. Foi professor em Évora, UnB, Unesco-DF e EAV Parque Lage-RJ, da qual foi diretor. Participou de mais de duzentas exposições individuais e coletivas desde 1963, como Bienal de Veneza; Bienais de SP e retrospectivas no MAM-RJ, 1992; MASP-SP, 1993; Paço Imperial, 2012, MNBA 2019.

Marcelo Lago

Marcelo Lago é escultor carioca, residente em Petrópolis. Participou da icônica exposição “Como Vai Você Geração 80?”, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. O artista utiliza vários materiais para a realização de sua extensa obra, como aço, plástico, e madeira, por exemplo.

Nelson Maravalhas

Nelson é pintor, cenógrafo, figurinista, ilustrador e professor. Em seu mundo onírico, paisagens imaginárias são cortadas por veículos fantásticos, onde animais tocam música e guerreiam. Maravalha já realizou diversas exposições individuais em diferentes instituições e galerias no Brasil e no mundo.

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