Com objetivo de esclarecer e conscientizar as crianças sobre o preconceito e o racismo no Brasil, a Casa da Educação Visconde Barão de Mauá promoveu durante quase todo o primeiro semestre atividades sobre a exclusão social do negro além da herança histórica e cultural, principalmente na cidade.

Todas as turmas da Casa trabalharam com tarefas promovidas pelos professores que estimulassem a reflexão sobre o tema. No caso das aulas de ballet, as alunas tiveram contato com a parte histórica das músicas populares, como o samba até o significado de brincadeiras como “escravos de jó”.

“As crianças foram bem expressivas e algumas até contaram que já sofreram algum tipo de preconceito. Queremos trabalhar não só a questão racial, mas a questão das diferenças, que elas existem e precisam ser respeitas”, contou a professora de ballet e história, Lorena Cristina Conceição Borges Silva.

Foram mais de 208 alunas de ballet entre 4 e 16 anos que participaram das ações na unidade. Segundo a professora, foram trabalhadas o tema abolição da escravatura, o resgate das brincadeiras dos escravos, e também inserção de músicas e instrumentos. Foram apresentados filmes e livros que foram discutidos e refletidos durante as aulas. O professor do curso de Capoeira também ministrou uma palestra contando a história da prática para os alunos.

“Vamos trabalhar a discriminação e igualdade racial durante todo o na Casa da Educação, pois infelizmente ainda existe muito preconceito. Essa ação foi muito importante para os nossos alunos e conseguimos trabalhar com todos os espaços desde o cineclube até as aulas de ballet”, disse a diretora da Casa da Educação, Catarina Maul.