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Cartórios de Petrópolis registram mais mortes e menos nascimentos pela 1ª vez na história

Está marca foi registrada neste primeiro semestre de 2021.
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Nunca se morreu tanto em um primeiro semestre como em 2021. Mesmo período de 2020 registrou menor número de casamentos civis da série histórica, 549 cerimônias A pandemia da Covid-19 vem causando um profundo impacto nas estatísticas vitais da população brasileira.

Além das mais de 1,4 mil vítimas fatais atingidas pela doença, o novo coronavírus vem alterando a demografia de uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados estatísticos dos Cartórios de Registro Civil de Petrópolis, em 2003: nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste ano de 2021, resultando, pela primeira vez na história da cidade, em um crescimento vegetativo negativo em um semestre completo.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Em números absolutos os Cartórios petropolitanos registraram 2.350 óbitos até o final do mês de junho. O número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 72% maior que a média histórica de óbitos de Petrópolis, e 53,4% maior que os ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses no estado. Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 59%. Com relação aos nascimentos, a cidade registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003.

Até o final do mês de junho foram registrados 1.763 nascimentos, número 14,5% menor que a média de nascidos na cidade desde 2003, e 7% menor que no ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 16,4% na cidade da região serrana. O resultado da equação mostra que a diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de 697 nascimentos a mais, ficou negativa em 587 óbitos, ou seja, Petrópolis registrou mais óbitos que nascimentos no semestre e um aumento de 184% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, o aumento foi de 261,2%, e em relação a 2019 foi de 193%.

“O Portal da Transparência vem sendo usado por toda a sociedade para ter um retrato fiel do que tem acontecido no País neste momento de pandemia”, explica Humberto Monteiro da Costa, presidente da Arpen-RJ. “Os números mostram claramente os impactos da doença em nossa sociedade e possibilitam que os gestores públicos possam planejar as diversas políticas sociais com base nos dados compilados pelos Cartórios”, completa. Natalidade e Casamentos Embora não seja a regra, a série histórica do Registro Civil demonstra que o aumento no número de casamentos está diretamente ligado ao aumento da taxa de natalidade em Petrópolis, o que deve fazer com que os nascimentos ainda demorem um pouco a serem retomados, já que no primeiro semestre de 2021 a cidade registrou o sexto menor número de casamentos desde o início da série histórica.

Apenas 4% menor que a média histórica de casamentos no primeiro semestre da cidade de Petrópolis, o número de matrimônios em 2021 mostra considerável recuperação em relação às celebrações do ano passado, fortemente impactadas pela chegada da pandemia que adiou cerimônias civis em virtude dos protocolos de higiene necessários à contenção da doença. Até junho deste ano os Cartórios celebraram 629 casamentos civis, número 14,6% maior que os 549 matrimônios realizados no ano passado, menor número registrado pela série histórica, mas ainda 5% menor que os 663 casamentos celebrados em 2019.

Sobre a Arpen/RJ A ARPEN-RJ, entidade de utilidade pública, nos termos da lei 5462/2009, se destina, entre os objetivos estatutários, a promover o aperfeiçoamento do registro civil de pessoas naturais e de interdições e tutelas no estado do Rio de Janeiro, bem como apoiar as iniciativas nacionais nessa área.

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