Foto: Reprodução/Marcos Lopes

Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e Multivacinação termina hoje

Embora a campanha esteja chegando ao fim, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça a importância dos pais e responsáveis continuarem buscando os postos de saúde para imunizar as crianças.
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A Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e Multivacinação, destinada a ampliar a cobertura vacinal em crianças e adolescentes menores de 15 anos não vacinados em todo o estado, termina nesta sexta-feira (30.09). Iniciada em agosto, a expectativa da campanha era aumentar a adesão da população visando atingir a meta de 95% de cobertura vacinal para pólio em crianças menores de 5 anos. Apesar disso, apenas 30,5% do público previsto foi imunizado. Das 875 mil crianças estimadas, somente cerca de 267 mil receberam a proteção contra a poliomielite.

Embora a campanha esteja chegando ao fim, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça a importância dos pais e responsáveis continuarem buscando os postos de saúde para imunizar as crianças contra doenças que podem ser prevenidas com as vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).  Atualmente, são mais de 20 imunizantes disponibilizados nos postos de saúde para crianças e adolescentes. A aplicação das doses no momento indicado no calendário nacional de vacinação também é muito importante, já que essa programação é feita levando-se em conta as faixas etárias mais atingidas por cada doença.

O sucesso do Programa Nacional de Imunizações (PNI) conseguiu levar o Brasil à erradicação de diversas doenças, entre elas, a pólio. Segundo dados do Ministério da Saúde, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem registrado no Brasil foi em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba. Também chamada de paralisia infantil, a poliomielite é uma doença contagiosa aguda, causada pelo poliovírus, que pode infectar adultos e crianças por meio do contato com fezes ou secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. Em casos graves, acontecem paralisias musculares, sendo os membros inferiores mais afetados.

A cobertura vacinal de rotina contra a paralisia infantil em menores de 1 ano, assim como para outras doenças, vem caindo nos últimos anos. Em 2017, a taxa foi de 88,76%; em 2018, caiu para 87,48%; em 2019, ficou em 73,62%; em 2020, reduziu para 53,97%; e em 2021, foi de 52,94%. Em 2022 (até 22.09), a taxa das doses registradas no sistema foi de 36,51%. Os dados são registrados pelas equipes municipais e podem sofrer alterações devido a atrasos na atualização da informação e da atualização do site pelo Ministério da Saúde.

A SES vem reforçando junto às coordenações de imunização dos 92 municípios do estado a importância da realização de busca ativa e outras estratégias, como agendamento e vacinação extramuros, para aumentar a cobertura vacinal no estado, e capacitando equipes municipais para a correta inserção de dados nos sistemas.

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